Europeu/Futebol

Messi, o destruidor de tabus

Quando o seu time vai enfrentar o Barcelona em um mata-mata, você precisa se apegar a qualquer dado favorável para ter um mínimo de esperança. No caso do Arsenal, freguês recente dos blaugranas, o nome da esperança era Petr Cech.

Sim, o goleiro do Arsenal, quando ainda defendia o Chelsea, já havia enfrentado Lionel Messi por seis vezes e nunca foi vazado pelo principal jogador do Barcelona.

E em campo, o Arsenal começou confiante mesmo. Precisando fazer um resultado positivo em casa para ter esperanças ao visitar o Camp Nou, os gunners não se intimidaram e jogaram bem na metade inicial da primeira etapa. Chamberlain perdeu um gol que não se deve perder, mas havia esperança no meio do fog londrino.

Até que o Barcelona começou a ser Barcelona. Já no fim do primeiro tempo, criou duas boas chances para Suárez balançar as redes. E passou bem perto disso. E começou o segundo tempo forte, sendo ameaçado uma mísera vez em um lance do apagado e nervoso Giroud.

E quando o Arsenal era melhor, o Barcelona mostrou que é um time de repertório vasto. Usou o contra-ataque e três toques das suas principais estrelas. Neymar tabelou com Suárez, avançou pela esquerda e cruzou para Messi, com a calma de um animal que sabe que vai pegar a presa, acabar com o tabu e abrir o placar.

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Arte: FC Barcelona

Não dá para dizer que o gol abalou o Arsenal. Continuou tentando chegar ao gol de Ter Stegen, mas sem muita objetividade. E, aos 38 da segunda etapa, Flamini, que tinha acabado de entrar, fez pênalti em Messi. O próprio argentino cobrou, novamente sem chances para Cech, e decretou 2 a 0 para o Barcelona em pleno Emirates Stadium.

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Foto: UEFA

Se antes da partida, o Arsenal se apegava no fato de Messi nunca ter marcado em Cech, depois, a dura realidade. No quinto jogo do craque argentino contra os gunners, já são oito gols marcados apenas pelo camisa 10.

Um choque de realidade que parece que será ampliado na partida de volta, no Camp Nou. E o Barcelona tem caminho livre para chegar às quartas de final da Champions League.

Na outra partida do dia, o Bayern parecia que ia passear em Turim. Abriu 2 a 0 na Juventus, gols de Muller e Robben, e dominava o jogo até com certa tranquilidade. Tamanha tranquilidade que a defesa bávara se acomodou, perdeu a bola para Mandzukic , que passou para Dybala diminuir.

Aí o treinador Maximiliano Allegri decidiu ser ousado e colocou Morata e Sturaro nos lugares de Khedira e Dybala. Como resultado, a Juve conseguiu dificultar a saída de bola do Bayern. E chegou a um improvável empate, com Storaro, aos 31, após passe de Morata.

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Foto: UEFA

Embalados, os campeões italianos ainda tentaram a virada, mas o Bayern preferiu segurar a vantagem adquirida. Afinal, o empate em 2 a 2 permite que os bávaros se classifiquem com uma vitória simples ou até com igualdades em 0 a 0 ou 1 a 1. Um novo 2 a 2 leva para as penalidades, e, de 3 a 3 em diante, dá Juve. Claro que um crime italiano na Alemanha também dá a vaga a Vecchia Signora.

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