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Daniel Augusto Jr. lança livro do Hexa do Corinthians

A torcida do Corinthians está ficando bem-acostumada com as publicações de Daniel Augusto Jr. em homenagem às conquistas do clube. O fotógrafo oficial do alvinegro lança nesta quinta-feira, 07, “Hexa”, o seu nono livro em parceria com a BB Editora, com as imagens de jogos e bastidores do sexto título brasileiro, conquistado no fim de 2015. Daniel comunga da opinião dos torcedores e da imprensa como um todo ao eleger Tite como o principal nome da campanha vitoriosa. “Quando perdemos o Paulista, nos pênaltis, em plena Arena Corinthians para “eles”, houve mais uma reunião com todos no CT quando Tite disse alto e bom som que “aquele time tinha cara de campeão, ia bater campeão”. Não sabia quando, mas ia. Não classificou na Libertadores, não na Copa do Brasil, mas o Hexacampeonato veio em meio a perda de jogadores, remontagem do time. Ele falou e cumpriu”, diz em entrevista exclusiva ao Fut’n’Roll.

Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

No bate-papo, Daniel elegeu alguns momentos que simbolizaram a trajetória campeã e uma trilha que acompanhasse essa história. O fotógrafo também comentou sobre os desafios que enfrenta na busca pela imagem perfeita, no dia a dia do clube. “A busca pela imagem diferente faz parte do trabalho no dia a dia. Os trabalhos de academia, treinos, viagens, jogos são praticamente iguais todos os dias. Mas cada dia há uma nova história a ser contada. E se há uma nova história, a nova imagem acaba aparecendo, muitas vezes, de onde não se espera”.

Acompanhe a entrevista na íntegra:

 

Fut’n’Roll: O Tite foi eleito pela torcida como o grande herói e um dos principais responsáveis pela conquista. Você que acompanha os bastidores e o dia-a-dia do time, fala um pouco sobre o que você vê de diferente no trabalho do Tite.

Daniel Augusto Jr.: A cumplicidade e a crença no trabalho. Ao entrar no CT o Tite cumprimenta desde os seguranças da portaria e vai até o Alemão e seus auxiliares que cuidam dos campos de treinamento, passando pela cozinha e sala dos diretores. Ele traz todos consigo, inclusive nas reuniões internas. Essa interação com todas as pessoas faz com que todos se sintam parte do trabalho. E ganha confiança e respeito naturalmente. Simples.
FnR: A campanha do Hexa entrou para a história, mas começou com certa desconfiança depois das quedas no Paulista e na Libertadores e as saídas de jogadores importantes. Como o grupo encarou esses momentos?

DAJ: Mais uma vez ele, Tite, falo isso no meu texto no livro. Quando perdemos o Paulista, nos pênaltis, em plena Arena Corinthians para “eles”, houve mais uma reunião com todos no CT quando Tite disse alto e bom som que “aquele time tinha cara de campeão, ia bater campeão”. Não sabia quando, mas ia. Não classificou na Libertadores, não na Copa do Brasil, mas o Hexacampeonato veio em meio a perda de jogadores, remontagem do time. Ele falou e cumpriu.
FnR: Qual a imagem representa essa conquista? E qual música seria a trilha sonora para compor essa imagem?

DAJ: Difícil eleger “a foto que representa a conquista”. Tenho algumas sugestões:

Uma dos vestiários, quando o título estava confirmado, dia 07/11/2015, após o jogo contra o Coritiba/PR.

Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Outra do Cássio, que nunca sai do gol para comemorar, vindo cumprimentar o Ralf após ele ter marcado um gol contra o Fluminense/RJ, em 02/09/2015.

Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Outra dos jogadores reservas vibrando muuuuuito com o gol do Marciel, também dia 02/09 contra o Fluminense/RJ.

Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

E uma imagem emblemática do Tite cumprimentando o Sr. Miranda, o funcionário mais antigo do departamento de futebol, mordomo que cuidou das chutarias de Rivellino, Sócrates, Garrincha, Carlitos Tevez, Marcelinho, Ronaldo – os dois.

Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Para variar, Beatles. Como todos campeonatos são muito difíceis, “A Hard Day’s Night” parece estar sempre presente; ao final do ano me lembrei muito de “I’m So Tired”. Pela quantidade de trabalho, “Eight Day’s a Week”. Olhando para o time, “Come Together” e “With a Little Helper From My Friends”. Com o título confirmado, “All My Loving”. E fecharíamos no mais alto astral, como mensagem para as futuras conquistas, sempre, “While My Guitar Gently Weeps”.

 

FnR: Depois de tantos livros em homenagem às conquistas do Corinthians, o desafio por buscar imagens diferentes é maior? O seu olhar ficou mais crítico? O que mudou no seu trabalho, desde o primeiro livro?

DAJ: A busca pela imagem diferente faz parte do trabalho no dia a dia. Os trabalhos de academia, treinos, viagens, jogos são praticamente iguais todos os dias. Mas cada dia há uma nova história a ser contada. E se há uma nova história, a nova imagem acaba aparecendo, muitas vezes, de onde não se espera.

O que mudou, de verdade? Nada. O que talvez tenha tido uma mudança é na quantidade de disparos de câmera. Se antes, em um treino, chegava a 300/400 fotos para serem editadas, hoje com a metade se resolve…(rsss…rssss…). O olhar não ficou mais crítico, mas a ansiedade para disparar o obturador diminuiu.

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