Futebol/Latinoamericano

Sofrimento além da conta e a redenção de Tevez

Poucas vezes se viu um time exercer tamanho domínio sobre outro dentro de um campo de futebol. Mas a Argentina, se manteve o estilo de toque de bola ofensivo e a busca permanente pelo gol, também manteve os defeitos, especialmente o da falta de eficácia.

Claro que parte da ineficiência do ataque argentino também pode ser atribuído ao goleiro Ospina, autor de grandes defesas e pelo menos um milagre, em uma cabeçada de Messi, ainda no primeiro tempo.

Foto: ESPN

Foto: ESPN

Se o ataque argentino foi ineficiente, o colombiano foi inexistente. Os cafeteros foram aguerridos, marcadores, mas comprometeu a arte do seu talentoso time, mais preocupado em não deixar a Argentina jogar do que ao menos tentar impor o seu jogo.

Como resultado, foi um jogo de ataque contra defesa. E a Argentina parou em Ospina após tentar de todas as maneiras possível.

E a Argentina se viu diante do mesmo drama que a eliminou da última Copa América, em casa, em 2011: a decisão por pênaltis. Para piorar, diante de um goleiro que parecia estar invencível na noite desta sexta-feira (26).

Mas um a um, Messi, Garay, Banega e Lavezzi converteram suas cobranças. Do outro lado, James Rodríguez, Falcão Garcia e Cuadrado também balançaram as redes de Romero. Muriel errou sua cobrança e deixou tudo nos pés de Biglia para definir a vaga albiceleste.

E Biglia errou. Cobrou no canto esquerdo, tirando do goleiro. E do gol. O bom Cardona empatou a disputa e levou a decisão para as cobranças alternadas.

Nas alternadas, um show de horror. Zuñiga, Rojo e Murillo bateram horrivelmente e mantiveram o placar inalterado.

E a bola foi parar nas mãos de Tevez, vilão da última eliminação argentina, ao errar a cobrança de pênaltis contra o Uruguai, quatro anos atrás. O ídolo resistiria a mais um erro?

Na dúvida, Tevez encheu o pé no meio do gol, venceu Ospina e colocou a Argentina na semifinal da Copa América. O fantasma das penalidades parece ter desaparecido.

Foto: La Nación

Foto: La Nación

Com justiça, pelo que foi apresentado nos noventa minutos. Mas com mais emoção do que deveria ter sido, com a superioridade em campo.

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