Futebol/Latinoamericano

O time de uma nota só

Após o desastre da Copa do Mundo, a seleção brasileira vive dias de calmaria com o bom início da segunda era Dunga. Os resultados estão aí. Onze vitórias em onze jogos.

A afirmação acima é quase uma verdade. Sim, os resultados apareceram e é fato que Dunga montou um time competitivo capaz de ganhar tudo até a Copa de 2018.

Desde que tenha Neymar em campo. A cada partida, fica mais clara a dependência do Brasil pelo bom futebol apresentado pelo seu camisa 10. O desempenho da seleção não é exatamente o esperado. Até porque a geração é formada por muitos coadjuvantes e poucos protagonistas. Na verdade, apenas um protagonista.

Neymar, apesar de não ter tido algo semelhante às suas melhores atuações, foi fundamental para Dunga obter a décima primeira vitória seguida na sua segunda passagem pelo comando da seleção. Pela primeira vez, o aproveitamento 100% do treinador esteve ameaçado, logo na estreia da Copa América, contra a não tão forte assim seleção peruana.

Tudo começou mal, logo aos dois minutos, quando Jefferson se atrapalhou com David Luiz, saiu mal com a bola e viu Cuevas roubar de Daniel Alves para fuzilá-lo.

Para sorte de todo o sistema defensivo brasileiro, a falha coletiva não teve tempo para ser cornetada. Na saída de bola, Neymar iniciou a jogada que foi para Daniel Alves na lateral, que cruzou na cabeça do camisa 10, que, sozinho, empatou o jogo.

Foto: Leo Correa/Mowa Press

Foto: Leo Correa/Mowa Press

E, de bom mesmo, foi isso. O Peru, comandado por Ricardo Gareca, viu que o monstro amarelo não era tão feio assim e acreditou que era possível vencer. Esbarrando na própria ruindade, os peruanos conseguiram criar algumas chances se aproveitando da insegurança da zaga brasileira.

Do outro lado, o Brasil só criava com Neymar. E pouco, já que o craque brasileiro vem de uma temporada desgastante com o Barcelona. Apesar dos erros de passe e de perder 17 bolas durante o jogo, o camisa 10 era o único que buscava algo. Quase virou o jogo no segundo tempo, com um belo chute que parou na trave.

E foi o artífice intelectual do gol da vitória, que saiu quando o mundo já se conformava com o empate. Ao puxar um ataque pela esquerda, Neymar viu Douglas Costa sozinho na ponta direita da área peruana e tocou para o atacante do Shakhtar bater na saída do goleiro e virar o jogo, já nos acréscimos.

Foto: Heuler Andrey/DiaEsportivo/Mowa Press

Foto: Heuler Andrey/DiaEsportivo/Mowa Press

O que resta de consolo aos brasileiros é que nenhum favorito jogou bem na primeira rodada da Copa América. E, resultado positivo, só o Chile e o Uruguai conseguiram, com vitórias sobre Equador e Jamaica, respectivamente. Ainda assim, sem grande futebol.

Argentina e Colômbia foram pior ainda e decepcionaram seus torcedores. A Argentina, após abrir 2 a 0 sobre o Paraguai no primeiro tempo, cedeu o empate ao envelhecido esquadrão guaraní. A Colômbia foi ainda pior, sendo dominada e derrotada pela Venezuela.

Ou seja, em campo, todos precisam melhorar se quiserem sonhar com algo.

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