Europeu/Futebol

O ainda incaível Hamburgo

O Hamburgo é o único time que disputou todas as edições da Bundesliga desde a criação do torneio, em 1963. Mas, nas últimas temporadas, a equipe não tem feito jus à sua gloriosa história (seis títulos alemães e um europeu) e disputou o playoff contra o rebaixamento.

Ao contrário do Brasil, na Alemanha os dois últimos do campeonato nacional caem diretamente para a segunda divisão. E o antepenúltimo enfrenta o terceiro colocado da segundona por uma vaga na Bundesliga seguinte. E o Hamburgo foi o antepenúltimo nas duas últimas temporadas.

Neste ano, o adversário foi o Karlsruher, time que frequenta a Bundesliga com certa frequência, mas tem passado mais tempo na segundona do que está acostumado.

E o jogo foi tenso. Fora de casa, o Hamburgo priorizou a defesa, tentando jogar com o nervosismo do adversário. A partida foi truncada até a parte final. Começou a mudar a partir dos 33 minutos da segunda etapa, quando Yabo saiu na cara do goleiro Adler e abriu o placar para o Karlsruher.

Foto: Bild/Reuters

Foto: Bild/Reuters

A vantagem no placar aflorou o lado cauteloso dos donos da casa. E o treinador atolou o time de zagueiros para armar aquela retranca marota e esperar os quinze minutos finais se encerrarem para ter início à festa.

A tática foi bem sucedida até os 45 da segunda etapa. Nos últimos lances do jogo, o meia Marcelo Diaz bateu uma falta com perfeição e empatou a partida, a levando para a prorrogação.

No tempo extra, o panorama foi o mesmo. O Hamburgo, com mais homens no ataque, procurando o gol e o Karlsruher especulando em contra-ataques e esperando pelas penalidades máximas. Faltando cinco minutos para o fim, a bola sobrou para o zagueiro Cléber, ex-Corinthians, naquela altura, atacante do Hamburgo, que chutou fraco e no meio da área, longe do gol. A finalização torta se tornou uma assistência para Nikolai Mueller, que empurrou para as redes.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

E os cinco minutos finais da prorrogação reservaram mais emoção do que os 115 anteriores. No desespero, os donos da casa foram para o ataque com os onze jogadores, inclusive o goleiro. Após uma sucessão de escanteios, a versão alemã de Sandro Meira Ricci achou uma penalidade máxima para o Karlsruher. O relógio apontava 121 minutos.

Ansioso, Hennings foi para a bola. Bateu relativamente bem, no canto esquerdo de Adler. Mas não foi bem o bastante para tornar a bola indefensável para o goleirão do Hamburgo, que espalmou para escanteio. Não havia mais clima para o Karlsruher tentar. A bola aérea foi em vão e a última vaga na Bundesliga 2015/2016 segue nas mãos do Hamburgo, ainda o único time a disputar todas as edições da primeira divisão do campeonato alemão.

Mas, após duas temporadas flertando fortemente com o rebaixamento, o Hamburgo precisa melhorar para fazer jus à sua vitoriosa história e dar à sua torcida motivos para sorrir com títulos, não com salvações desesperadas de uma degola cada ano mais próxima.

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