Brasileiro/Futebol

O começo modorrento do Brasileirão 2015

O Campeonato Brasileiro deste ano começou da mesma forma como o de 2014 terminou. Nível técnico lá no chão, erros excessivos de passes e faltas e mais faltas. Obviamente que, os torcedores de Sport, Atlético Paranaense, Chapecoense, São Paulo, Corinthians e Fluminense, acordaram mais felizes nessa segunda-feira por conta das vitórias de seus times. Mas, o prognóstico não é bom. Teremos, sim, mais uma vez, um campeonato fraco tecnicamente e, com isso, a maioria dos ‘extraordinários’ (e caros) estádios construídos para Copa do Mundo permanecerão vazios e, consequentemente, os cofres dos clubes também.

No sábado, tivemos duas pequenas exceções, em termos de público. Palmeiras x Atlético-MG, na Allianz Parque (28.781 mil pagantes) e Fluminense x Joinville, no Maracanã (19.185 mil pagantes – 21.803 mil presentes).

O Palmeiras recebeu o Atlético Mineiro em casa e empatou em 2×2, com o gol salvador do atacante palmeirense Rafael Marques, aos 49 minutos do segundo tempo. A grande preocupação da torcida alviverde, além do preço do ingresso que anda mais salgado que bacalhau, é que o time de Minas veio à capital paulista com os reservas, e deu trabalho, até o Jô fez gol, por exemplo.

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Rafael Marques fez o gol salvador, no último minuto, do empate entre Palmeiras e Atlético Mineiro. Foto: Divulgação

No Rio, o Fluminense recebeu o caçula Joinville e, mesmo com um jogador a mais em quase todo o tempo da partida, sofreu para vencer. Se não fosse pela jogada individual do meia novato Vinícius, aos 42 minutos do segundo tempo, o tricolor carioca teria protagonizado o quinto empate da rodada.

Ainda no sábado, a Chapecoense venceu o Coritiba, em casa, por 2×1 e tentará fazer um campeonato digno para permanecer na elite do futebol nacional, assim como o próprio Coritiba.

Ontem, às 11h da matina, Grêmio e Ponte Preta mediram forças na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Exatamente, por conta do horário do jogo, o público foi pífio: 13.164 total / 11.920 pagantes. O jogo foi movimentado, um placar de 3×3 que só foi resolvido aos 50 minutos do segundo tempo, com o gol de empate de Diego Oliveira para Ponte. O tricolor gaúcho chegou a abrir 2×0 no primeiro tempo, mas deixou a vitória escapar por entre os dedos em casa e, com certeza, lá na frente, sentirá falta desses dois pontinhos perdidos. Já no caso da Ponte, ótimo resultado que deixa a macaca com pinta de ser a grande surpresa dessa competição, até pelo bom estadual que fez.

Ás 16h, horário normal de jogos no domingo, tivemos quatro partidas. O Atlético Paranaense recebeu o Internacional, com time reserva, e fez como manda o figurino, venceu em casa, por 3×0, após boa atuação do gordinho Walter (um gol de primeira, sofreu o pênalti do segundo gol e cruzou para o desvio, contra, do zagueiro Paulão).

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Walter foi o destaque da vitória do Atlético Paranaense em cima do Internacional, por 3×0. Foto: Divulgação

Na Arena Cuiabá, tivemos a única vitória de um visitante nessa 1ª rodada e, nitidamente, Cruzeiro e Corinthians estavam pensando nos jogos decisivos que têm no meio desta semana, pela Libertadores da América (ambos têm que reverter resultados em seus domínios). Com mando do Cruzeiro, que foi com um time misto, o jogo foi chato, muito chato; o time paulista, jogando com todos os reservas (com exceção de Cássio), conquistou a vitória pela contagem mínima no gol do atacante (reserva do reserva) Romero, aos 36 minutos do segundo tempo. O público cuiabano compareceu em grande massa, incríveis 11.773 pagantes (para uma renda de R$ 860.100,00). Ironia? Não, longe de mim.

No Morumbi, o São Paulo, também com time misto, enfrentou o Flamengo e venceu por 2×1, com gols de Luis Fabiano e Pato. Para um público de pouco mais de 13 mil pessoas, o São Paulo vem mostrando evolução em seu futebol e deixa claro que quis, sim, derrubar Muricy Ramalho do comando técnico.

A melhor atuação na tarde de ontem ficou na conta do Sport, que, em casa, não tomou conhecimento do forte candidato ao rebaixamento Figueirense, e goleou por 4×1. Com gols de Diego Souza, duas vezes, Matheus Ferraz e Régis. Em compensação, este jogo teve o pior público da rodada com 4.116 pagantes, para uma renda de, apenas, R$ 62.340.

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Diego Souza (à esq.) foi o destaque na goleada do Sport, por 4×1, para cima do Figueirense. Foto: Getty Images

Os dois jogos das 18h30, que completaram a primeira rodada foram deprimentes, apesar da presença dos dois campeões estaduais do eixo Rio-São Paulo, Vasco e Santos.

Vasco e Goiás, em São Januário, ficaram no zero a zero. E só. Não há o que comentar, apenas que tivemos mais um jogo com público fraco na rodada, cerca de 6.600 pagantes.

O Santos foi até Florianópolis, no estádio da Ressacada, para enfrentar o Avaí e começou bem, dominou as ações do jogo no primeiro tempo e, aos 28 minutos, abriu o placar com Robinho, após ótima jogada, pela direita, de Lucas Lima e Victor Ferraz. No segundo tempo, o Santos dormiu e foi dominado pelo time da casa, tanto que aos 18 minutos, após falta burra de Gustavo Henrique, na entrada da área, Marquinhos guardou no ângulo de Vladmir. O resultado foi ruim para o Santos que deixou escapar uma importante vitória fora de casa, contra um dos times candidatos ao rebaixamento. O publico desta partida chegou a pouco mais de 7 mil pagantes.

A competição mais importante do País começou e o torcedor não está, nem um pouco, animado.

Confira a classificação do Brasileirão, após a primeira rodada.

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