Futebol/Latinoamericano

A virada psicológica do São Paulo

Após a saída de Muricy Ramalho, o São Paulo evoluiu. Não que venha apresentando um futebol vistoso, que Milton Cruz tenha mudado algo na tática ou mesmo na base do time. A defesa segue com problemas crônicos, os volantes seguem dando liberdade excessiva aos homens de criação do adversário e o ataque continua com sinais de impotência graves, especialmente quando comandados por Alexandre Pato.

Mas o ambiente não é o mesmo. A atitude mudou. O São Paulo não fica mais deprimido quando cria e perde uma chance. O São Paulo agora fica com mais vontade de criar outra chance até fazer com que a bola encontre as redes do adversário. Existe intensidade e confiança no próprio taco. Hoje, é um time que acredita no potencial e segue tentando mesmo em um dia que parece que as coisas não darão certo.

Foi assim na noite desta quarta-feira (06). O time pressionou o Cruzeiro no Morumbi ciente da necessidade de um bom resultado na partida de ida nas oitavas de final da Libertadores. Superou as limitações, mas não superou Fábio. O goleiro cruzeirense estava em noite inspirada e evitou gols de Pato e Centurión no primeiro tempo.

Na segunda etapa, com o time mais cansado, o São Paulo foi menos intenso na marcação. De Arrascaeta tentava criar alguma coisa para o time visitante, mas os celestes pouco ameaçaram Rogério Ceni.

E foram castigados aos 37 minutos do segundo tempo, quando Bruno, que, por incrível que pareça, fez grande partida, cruzou na cabeça de Centurión, que finalizou forte, para baixo, como deve ser. Fábio até fez a defesa, mas não evitou que a bola entrasse no gol.

Foto: Rubens Chiri/S]ao Paulo FC

Foto: Rubens Chiri/S]ao Paulo FC

Festa para as 66.369 pessoas que lotaram o Morumbi para apoiar um time que, finalmente, apresentou alma. Quem diria que apenas uma mudança na cabeça dos jogadores faria as coisas fluirem melhor.

Com o resultado, o São Paulo depende de um empate ou até de uma derrota por um gol de diferença desde que marque no Mineirão para se classificar. O Cruzeiro precisa vencer por dois gols. Caso o triunfo celeste seja por 1 a 0, a decisão vai para as penalidades.

Um pensamento sobre “A virada psicológica do São Paulo

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