Europeu/Futebol

Mes(si) que un club

Quando o sorteio apontou Barcelona e Bayern como adversários na semifinal da Champions League, houve a certeza que teríamos dois grandes duelos  entre dois dos três melhores times do planeta.

Enganou-se quem esperou muita emoção na tarde desta quarta-feira (06) no Camp Nou. Claro que os times criaram chances de gol, tanto Neuer quanto Ter Stegen trabalharam durante os noventa minutos.

Mas o que vimos foi um imenso jogo de xadrez. Um jogo marcado por equilíbrio, marcação, intensidade e muita, mas muita inteligência. O que vimos foi o futebol do futuro. Times dinâmicos, ninguém com posição fixa, com todos exercendo várias funções. Em determinado momento, o meia Thiago Alcântara era o homem mais recuado do Bayern. Em outro, o volante Busquets era o mais avançado do Barcelona.

Claro, com os grandes times fazendo jogos imensamente equilibrados, o que fará com que as partidas não terminem empatadas? O talento individual. E o maior deles vestia azul grená nesta noite. Aos 32 minutos do segundo tempo, Daniel Alves roubou a bola do lateral bávaro Bernat e tocou para Lionel Messi. O melhor jogador do mundo achou um espaço na entrada da área e chutou forte, no canto esquerdo de Neuer, indefensável.

Dois minutos depois, a obra de arte. Messi recebe na ponta direita e avança direção do seu único marcador, o grande Boateng. O drible dado pelo argentino fez o zagueiro alemão, um dos melhores do mundo, parecer um boneco caindo estatelado no chão, duro, impotente. Na cara de Neuer, o camisa dez do Barcelona mostrou o nervosismo de sempre e deu sua tradicional cavadinha com o pé direito, marcando o segundo.

O Bayern se lançou ao ataque em busca de um gol para tentar diminuir a desvantagem. E deixou espaço para um contra-ataque. E nos últimos segundos, Suárez tocou para Messi, que lançou Neymar. O brasileiro correu livre, leve, solto, sozinho e aproveitou toda a liberdade para tocar rasteiro na saída de Neuer e acabar com o jogo.

O placar não reflete o equilíbrio do jogo. Mas reflete a eficiência do Barcelona de Luis Enrique e reforça a importância das individualidades em meio a um futebol jogado cada vez mais coletivamente.

Foto: UEFA

Foto: UEFA

A vitória por 3 a 0 dá o favoritismo ao Barcelona para a vaga na final. Mas não dá para duvidar deste Bayern sempre demolidor quando joga em Munique. Ainda mais quando este Bayern é comandado por Pep Guardiola. Mas que ficou complicado para os bávaros, ficou. Muito.

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