Brasileiro/Futebol

A Lei da Mordaça existente no futebol brasileiro

Vanderlei Luxemburgo fez um pronunciamento nesta sexta-feira (3) contra a punição a qual foi vítima da Federação Carioca de Futebol. Para relembrar o motivo, o treinador do Flamengo disse em uma entrevista que daria porrada na Federação pelos inúmeros erros e desmandos cometidos pela Ferj. Porrada no sentido de criticar.

O problema é que a Federação aproveitou para interpretar o termo como literal e puniu Vanderlei Luxemburgo por incitação à violência. Como resultado, o treinador não poderá acompanhar o Flamengo no clássico deste domingo contra o Fluminense, pelo Campeonato Carioca.

Sobre mais este perrengue (Flamengo e Fluminense romperam relações com a Ferj), Luxemburgo se pronunciou com as belas palavras abaixo.

Bonitas palavras. Pena que motivadas por interesses próprios (e tardios). Demorou demais para alguém se manifestar. Rubens Lopes, presidente da Ferj, está no poder desde 2007. Precisou uma conveniência que unisse Flamengo e Fluminense para os dois times adotarem uma posição mais forte. Conveniência que atende por Eurico Miranda, de volta à presidência do rival Vasco e grande aliado de Rubens Lopes. Mas os mandos e desmandos da federação, as taxas abusivas e outras práticas bizarras dos que comandam o futebol carioca sempre existiram.

E a única solução possível é a ruptura. O esquema da Federação Carioca já é viciado, o que perpetua Rubens Lopes ou quem quer que ele indique no poder, graças aos votos dos times menores, reféns da Ferj. E a situação é a mesma em todas as outras federações estaduais. O São Paulo, por exemplo, sempre adotou uma posição crítica contra a Federação Paulista de Futebol.

Mas nunca fez nada. Por que? Afinal, as federações dependem dos grandes clubes para sobreviver. Ou não? Que público acompanharia um campeonato carioca sem Flamengo, Fluminense e Botafogo? Ou um paulistão sem São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos? que campeonato a Globo transmitiria? Só que a conveniência não une quem comanda as equipes. E por isso elas não se unem contra o atual comando do futebol brasileiro, que está matando os clubes pequenos e prejudicando os grandes.

Sem união, ninguém compra essa briga, que pode até parar na Fifa. Infelizmente, parece que a ruptura é a única solução para a tão sonhada (e necessária) reforma do futebol brasileiro. O problema é que falta união entre os clubes em questões vitais como cotas de TV, arbitragem, qualidade dos estádios, calendário, onde cada agremiação legisla em causa própria e não pensa num bem comum, com campeonatos equilibrados e atraentes para quem joga, que torce, quem trabalha e quem acompanha.

Mas não adianta Vanderlei Luxemburgo espernear sozinho. Ele precisa de apoio de outros personagens importantes do futebol brasileiro, o que ainda não aconteceu até agora. Só assim a Primavera Árabe pode chegar ao esporte mais popular do país. Ao menos, algo parecido com um primeiro passo foi dado. Mas falta o resto acompanhar.

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