Futebol/Latinoamericano

A ausência de futebol no São Paulo

O São Paulo passou dias turbulentos após a contundente derrota para o Palmeiras pelo campeonato paulista na quarta-feira passada (25). Muricy Ramalho entregou o cargo, teve sua demissão não aceita pela diretoria e revertida pelo diretor Ataíde Gil Guerreiro. O treinador prometeu mudanças radicais no time para melhorar o jogo, que anda meio desaparecido pelos lados do Morumbi.

Eis que nesta quarta-feira (1), o São Paulo teve um jogo decisivo contra o San Lorenzo, pela Libertadores. E as tais mudanças radicais de Muricy Ramalho se resumiram a apenas trocar os dois laterais, o horrível Bruno pelo volante Hudson, improvisado no setor para melhorar a marcação, e o sempre fora de forma Carlinhos, substituído pelo sempre fraco Reinaldo.

Ganso, tão criticado pela ausência de criatividade em campo, ostentava a camisa dez no Nuevo Gasômetro, aberto pela esquerda, com a missão de ajudar Reinaldo na marcação de Buffarini e ser o homem que dá os passes decisivos para Pato e Alan Kardec. Os atacantes, aliás, também merecem tantas críticas quanto o meia, especialmente Pato, que, mais uma vez, ficou desaparecido em campo.

Como as mudanças foram mínimas, na prática, a melhoria no futebol do tricolor paulista também foi mínima. Como sempre, o São Paulo não ameaçou o goleiro Torrico, que só trabalhou aos 39 e aos 44 do segundo tempo, em chutes de Michel Bastos nem tão perigosos assim.

Foto: Rubens Chiri/São Paulo Futebol Clube

Foto: Rubens Chiri/São Paulo Futebol Clube

O San Lorenzo também não fez boa partida. Rogério Ceni trabalhou apenas nos cruzamentos para a área, também muito ineficientes. O jogo em si foi bem meia boca. O atual campeão da Libertadores melhorou na segunda etapa, com a entrada dos atacantes Villalba e Cauteruccio nos lugares dos meias Mussis e Romagnoli.

Ainda assim, o jogo parecia se encaminhar para o modorrento zero a zero até os 25 minutos do segundo tempo, quando um chutão da defesa sobrou para Cauteruccio sozinho marcado apenas por Rafael Tolói. O atacante argentino chapelou o zagueiro são-paulino e avançou para chutar forte na saída de Rogério Ceni.

Foto: Club Atlético San Lorenzo

Foto: Club Atlético San Lorenzo

Com a desvantagem no placar, Muricy ainda tentou colocar o rápido Ewandro no time no lugar de Souza, mas de nada adiantou. O São Paulo voltou a sofrer do mal de rondar a área adversária sem a menor capacidade de chutar ao gol, como fez bastante no fatídico ano de 2013.

Na prática, as chances de classificação no grupo 2 da Libertadores se complicaram. O Corinthians, com quatro vitórias em quatro jogos está classificado. Não matematicamente, mas é impossível os comandados de Tite perderem os dois últimos jogos (San Lorenzo em Itaquera e São Paulo no Morumbi), especialmente pela ausência de futebol apresentado pelos rivais. O São Paulo ainda é o segundo, com os mesmos seis pontos do San Lorenzo, mas com vantagem no saldo de gols. O tricolor visita o Danubio e recebe o Corinthians enquanto o Ciclón vai a Itaquera e pega o Danubio em casa.

Com um jogo fora de casa, mesmo contra um adversário frágil, e um clássico regional, a tabela do São Paulo é mais complicada. E a ausência de futebol apresentado deve deixar Muricy Ramalho e a torcida muito preocupados pelo futuro no torneio mais importante do continente em 2015.

 

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