Futebol/Seleções

Seleção Brasileira, de virada, espanta o fantasma no Stade de France

O jogo era amistoso, mas ficou praticamente impossível não relembrar daquela fatídica e estranha final da Copa do Mundo de 1998, entre Brasil e França, vencida, por 3×0, pelos Les Bleus. No estádio, ainda, grandes nomes que jogaram aquela final estavam por lá. Os principais, Dunga, hoje o treinador do Brasil, era o capitão, volante e camisa 8 daquela seleção e Didier Deschamps, o treinador da França, que à época também era o capitão e volante, mas camisa 7, daquele time francês.

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Dunga e Deschamps se reencontraram no Stade de France, palco da final de 98, desta vez, fora das quatro linhas. Fotos: Richard Souza e Divulgação

Nas arquibancadas podíamos ver Zinedine Zidane, o grande craque daquela final com dois gols marcados; Viera, um grandessíssimo volante; além dos atacantes Henry e Desailly que faziam parte daquele grupo. Participando da transmissão da TV Globo, in loco, estava também Ronaldo, o Fenômeno, que foi um dos grandes personagens daquele jogo, infelizmente, para o lado negativo.

O jogo, com os novos personagens, iniciou de forma estudada. Mas logo aos sete minutos do primeiro tempo, Jefferson impediu que a cabeçada de Benzema entrasse no fundo do gol. O frio da espinha brasileira deu as caras: “Será que outro argelino nos faria sofrer, naquele mesmo estádio?”. Aos 19, Neymar deu indícios de que isso não iria acontecer, após ótima finalização, quase abrindo o placar. Mas, um minuto depois, veio o castigo. E de cabeça, como assim havia sido naquela final de 1998. Após cobrança de escanteio pela esquerda, o zagueiro Varane, do Real Madrid, testou totalmente livre e firme para o gol brasileiro.

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O zagueiro Varane (à dir.) comemora seu gol, que abriu o placar na vitória brasileira por 3×1. Foto: Franck Fife / AFP

A torcida veio abaixo, mas a seleção brasileira não acusou o golpe tanto que, aos 29, quase empatou após um ótimo chute, de fora da área, de Firmino. Aos 40, veio a recompensa, Oscar que nada vinha jogando, encontrou Firmino na entrada da grande área, que dividiu com o marcador e devolveu para o próprio Oscar, quase na marca do pênalti, para apenas escorar, de bico, para o fundo das redes. O intervalo chegou e o empate era totalmente justo.

O jogo reiniciou no segundo tempo e o Brasil, assim como havia sido na segunda metade do primeiro tempo, seguiu dominando as principais ações do jogo. Aos quatro minutos, Luiz Gustavo fuzilou da meia lua e viu Mandanda mandar a bola para escanteio. Aos 11, Elias encontrou Willian pela meia direita, que avançou e serviu Neymar, na entrada da área francesa, pelo lado esquerdo, apenas encher o pé de canhota, no alto, sem chances para o goleiro Mandanda. Neymar que chegou aos 43 gols pela seleção e se igualou a Rivellino e Jairzinho, que estava no banco de reservas no jogo, já que foi um daqueles assistentes pontuais da vez.

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Neymar comemora seu gol, o segundo do jogo, na vitória brasileira por 3×1. Foto: AFP

Aos 13 e 14 minutos, a França teve boas chances para empatar a partida, nos pés Sissoko e Benzema, mas o primeiro parou em boa defesa de Jefferson e o segundo isolou a bola, quase para fora do estádio. Aos 17, França de novo, Griezmann livrou-se da marcação de Willian na intermediária e ariscou de longe para defesa de pontas dos dedos do goleiro brasileiro do Botafogo.

Aos 23 minutos, o feitiço virou contra o feiticeiro para o lado francês. Escanteio cobrado pela direita, Luiz Gustavo subiu mais alto que todo mundo para cabecear para o gol, 3×1.

Antes do final da partida, ainda, Dunga modificou praticamente todo o meio de campo do Brasil. Saíram Luiz Gustavo; Oscar; Willian e Elias, para as entradas, respectivamente, de Fernandinho, Souza, Douglas Costa e Marcelo. Apenas testes feitos pelo treinador, já que o jogo estava ganho e a França não mostrou nenhum poder de reação. Acusou, de fato, o golpe.

Enfim veio a primeira vitória brasileira naquele estádio, e por mais que tenha sido apenas em um amistoso, o fantasma foi liberto e agora poderá descansar em paz nas belas terras francesas.

Agora, no próximo domingo, o Brasil enfrenta o Chile, em Londres, na Inglaterra, como último teste antes da Copa América, que será realizada no Chile, no meio do ano.

Confira os melhores lances da partida:

Ficha Técnica

Local: Stade de France, em Saint-Denis (França)
Data: 26 de março de 2015, quinta-feira
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Assistentes: Mauro Tonolini (ITA) e Lorenzo Manganelli (ITA)
Cartões amarelos: não houve
Gols: FRANÇA: Varane, aos 20 minutos do primeiro tempo; BRASIL: Oscar, aos 39 minutos do primeiro tempo, Neymar, aos 12, e Luiz Gustavo, aos 23 do segundo

FRANÇA: Mandanda; Sagna, Varane, Sakho e Evra; Sissoko (Kondogbia), Schneiderlin e Matuidi (Giroud); Valbuena (Payet), Benzema e Griezmann (Fekir)
Técnico: Didier Deschamps

BRASIL: Jefferson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo (Fernandinho), Elias (Marcelo), Oscar (Souza) e Willian (Douglas Costa); Neymar e Roberto Firmino (Luiz Adriano)
Técnico: Dunga

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