Futebol

Ponto de partida promissor?

O Palmeiras jogou muito bem e o São Paulo ficou longe de apresentar um futebol ruim, tamanha foi a letargia dos comandados de Muricy Ramalho – a impressão, inclusive, é que as rusgas entre o treinador e o presidente Carlos Miguel Aidar, assim como a pressão sofrida pelo técnico dentro dos muros tricolores, começa a refletir de forma lancinante nos atletas, que no mínimo estão apáticos.

Mas independente das presepadas alheias, como a atitude do zagueiro Rafael Toloi, o time treinado por Oswaldo de Oliveira foi absoluto, com um desempenho muito competitivo. As tabelas rápidas pelo meio, a agressividade nas finalizações, a movimentação dos jogadores, as infiltrações na área são-paulina e a utilização das laterais (principalmente com Zé Roberto) foram a tônica Esmeraldina. Que ainda exerceu uma marcação por pressão muito eficiente na defesa adversária e dominou o meio-campo, com Arouca se destacando.

Basicamente, as virtudes acima eram o que parte da imprensa e toda torcida cobravam dos atletas e que até o momento não vinham sendo executadas, apesar da evolução do time desde a primeira rodada do Paulistão (?!). Dentro da normalidade com qual a situação merece ser analisada, em algum momento o time de Palestra Itália iria realizar uma partida convincente. O fato de ter sido contra um rival, num clássico, além de aumentar a confiança, mostra o que já estava claro no papel: o Palmeiras é muito mais competitivo em 2015 do que foi nas últimas temporadas.

Obviamente que o trabalho ainda está no começo e que a vitória não pode alçar ninguém ao paraíso. Assim como a derrota não seria passaporte para os rincões infernais. Não será surpresa se na próxima rodada, contra o Red Bull Brasil, o desempenho for abaixo do esperado. Muitos pontos precisam ser corrigidos. A oscilação ainda faz parte da realidade desta equipe, que tem cerca de 2 meses de entrosamento em jogos oficiais. O Estadual servirá como preparação para a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

É inquestionável que o êxito no Choque-Rei não deixa mais o Palmeiras à mercê das indagações se poderia fazer frente a equipes mais qualificadas. Com o atual elenco, é possível sonhar com o título da Copa do Brasil e uma vaga na Libertadores (a quarta, especificamente) pelo Brasileirão. Mas se Alexandre Mattos agir – novamente – e reforços pontuais chegarem, que supram algumas carências ainda existentes, o prognóstico pode se tornar ainda mais positivo. O caminho palmeirense ainda incita muitas dúvidas. No entanto, uma certeza já pode ser cravada. Mesmo se não conquistar nenhum título, nesta temporada a SEP passará longe de ser coadjuvante.

Foto: Marcos Ribolli.

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