Europeu/Futebol

O Arsenal é um time que não se ajuda

O Arsenal sempre foi tido como um time azarado nos sorteios dos mata-mata da Champions League. Afinal, nos últimos anos, teve suas campanhas sempre abreviadas por ter de enfrentar logo no primeiro mata-mata times como Barcelona e Bayern.

Parecia que tudo iria mudar em 2015. As bolinhas da UEFA colocaram o Monaco no caminho dos Gunners nas oitavas. Não que o Monaco seja um time ruim, mas perdeu o investimento que nele foi feito e tem um time, no papel, mais fraco até do que o próprio Arsenal.

O Monaco, que até a temporada passada tinha Falcão Garcia e James Rodríguez, hoje tem como destaque o português João Moutinho e o veterano centroavante búlgaro Berbatov. Mas o treinador português Leonardo Jardim soube armar uma boa defesa, que tomou apenas um gol na primeira fase desta edição da Champions League, e um esquema de jogo com os atletas comprometidos com a ideia.

E com onze batalhadores em campo, o Monaco assombrou a Inglaterra. O Arsenal entrou em campo não muito concentrado e os franceses comprometidos com a ideia de sair do Emirates Stadium com um bom resultado.

Se o zero a zero era bom, no fim do primeiro tempo, Kondogbia acertou um chute de fora da área, que desviou no meio do caminho e enganou o goleiro Ospina.

A desvantagem não acordou o Arsenal para o bom futebol. Mas desesperou o time, que seguiu mau em campo, especialmente o centroavante Giroud, que trombava com a defesa adversária, mas perdia gols que normalmente não perde nas sobras.

E o castigo veio. Berbatov concluiu belo contra-ataque para fazer 2 a 0 aos 10 da segunda etapa.

Nos acréscimos, Chamberlain diminuiu, dando esperanças aos torcedores que lotaram o estádio. Mas, antes do apito final, em outro contra-ataque, Ferreira Carrasco marcou o terceiro dos visitantes.

Foto: AP

Foto: AP

Com o resultado, o Arsenal é obrigado a fazer três gols no jogo da volta. Se vencer por 3 a 0, classifica. 3 a 1, vai para os pênaltis. Vitória por dois gols de diferença marcando 4 vezes, consegue a vaga. Sinceramente? Improvável.

As cornetas que soam no ouvido de Arsene Wenger nos últimos anos ficará ainda mais forte. Se eu sou diretor do Arsenal, não deixaria ele completar 20 anos no cargo (o que ocorrerá em 2016).

Na outra partida do dia, o Bayer Leverkusen fez valer o mando de campo e esqueceu que estava em má fase. Conseguiu uma boa vitória em casa sobre o Atlético de Madrid por 1 a 0 e vai à Espanha em busca de um empate para ir às quartas de final.

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