Brasileiro/Futebol

Começo diferente

“O mundo do Palmeiras: Oswaldo de Oliveira já disse que vai reintegrar Maikon Leite ao elenco, que também terá como opções no setor ofensivo os gloriosos Mouche, Cristaldo, Leandro, Leandro Pereira e Rodolfo. Henrique, vice-artilheiro do Brasileirão, deve sair e no seu lugar provavelmente chegará o acachapante Rafael Marques, ex-Botafogo. Enquanto isso, João Denoni – revelação da base e um dos poucos que demonstrou potencial na tétrica campanha do rebaixamento de 2012 – continua sem espaço no clube e deve ser emprestado para o Capivariano. E a diretoria Alviverde contratou o volante Andrei Girotto, do América-MG. Óbvio que o Palmeiras precisa e merece muito mais do que isso. Mas se já na elaboração do planejamento o clube é contraditório na valorização de quem pode render frutos e não consegue dar seguimento no pouco que deu certo, 2015 já começa – pelo menos – com inúmeros pontos de interrogação.”

O sucinto texto acima foi desenvolvido por este que vos escreve no facebook, em 5 de janeiro. Naquele momento, Alexandre Mattos ainda não tinha iniciado a profusão de contratações que tomaram conta da Academia de Futebol e passaram a ser notícia diária nos veículos de comunicação. Até agora foram 16 aquisições, que podem aumentar para dezoito com as possíveis chegadas de Arouca – praticamente certa – e Aranha.

Desde que elaborei as aspas que abrem a singela elucidação, Mattos trouxe bons nomes, como Dudu e Alan Patrick. A linha ofensiva do elenco será composta por Mouche, Leandro (ambos estão contundidos e não iniciarão a temporada), Leandro Pereira, Cristaldo, Rafael Marques, Dudu e Maikon Leite. A revelação Alviverde da Copinha, Gabriel Jesus, deverá ser integrado ao elenco. Apesar da perda de Henrique, no geral o nível é bom e melhorou consideravelmente em relação a 2014 – o que não era tão difícil.

O fato é que 2015 começa com uma expectativa bem otimista, fato que há muito tempo não acontecia para o palmeirense. Depois de dois anos difíceis, as contas do clube estão ‘equilibradas’ (dentro da realidade do futebol brasileiro). O acordo com a Crefisa, que renderá cerca de R$ 46 milhões em dois anos, mais as cotas da televisão que não foram adiantadas, o aumento dos sócios-torcedores e a Arena Palestra possibilitam uma prospecção muito positiva.

Não obstante, estamos falando de Palmeiras e é fundamental que a euforia externa não comprometa o planejamento. Não existe milagre e Oswaldo de Oliveira precisa de tempo para montar o time. Um hipotético início abaixo da expectativa no dantesco Paulistão não pode servir de parâmetro para uma caça às bruxas, assim como Paulo Nobre precisa e deve se ocupar com a administração do clube e não ingerir no trabalho de Alexandre Mattos, como já chegou a acontecer antes mesmo do anúncio oficial da contratação do diretor de futebol.

O Palmeiras dá indícios de que pode voltar a ser o Palmeiras de sempre, um dos protagonistas do futebol brasileiro. Por enquanto, o presente ainda é uma incógnita. Mas desta vez, há grandes chances de o passado recente ficar realmente na história.

Foto da Capa: Divulgação/SEP

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