Brasileiro/Futebol

A justiça dos incapazes

Cenário 1

O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, revelou que vem se reunindo com dirigentes de clubes da Série A para decretar o fim da ‘Era dos Pontos Corridos’. Para o mandatário gremista, o mata-mata, que foi abolido após a edição de 2002, “estimula o torcedor”, traz equilíbrio entre os clubes e é mais rentável.

Cenário 2

Existe uma nódoa que acompanha os dirigentes – e boa parte da classe política do país. Atacar a consequência e não a causa, quando falta competência (na maioria das vezes) ou comprometimento. A crise que açoita o futebol brasileiro é crônica. O vilipêndio exponencial, o fiasco tonitruante foi o afamado e macambúzio 7 a 1 da Alemanha, indubitavelmente. Não obstante, a chaga que corrói e carcome o esporte mais popular dos brasileiros está incrustada e acompanha todos os clubes há muito tempo, inclusive quando os jogadores tupiniquins e a seleção ainda eram protagonistas. Ao invés de grande parte dos dirigentes brasileiros e parte da imprensa vociferar contra o campeonato de pontos corridos, não seria mais profícuo levantar e suscitar o debate para resgatar a essência futebolística do Brasil?

Cenário 3

Não podemos nos esquecer inclusive que parte daqueles que enxergam o sistema mata-mata como a salvação da pátria são os mesmos que comemoraram a instituição dos pontos corridos no Brasileirão. O que fora aclamado como ‘justiça’, hoje em dia é visto como ‘enfadonho’, ‘desestimulante’ e ‘chato’, entre outras alcunhas. E claro: o grande vilão. Mais grave ainda é justificar a vergonha paupérrima do argumento de que jogos eliminatórios trazem mais lucros aos clubes. Não é necessário ser um gênio gestor ou um prodígio financeiro para entender que quando um time (seja grande ou pequeno) fica inativo por 3 meses, as contas não irão fechar no fim do mês.

Cenário 4

E por fim, a romantização da inépcia é o cúmulo do disparate irresponsável. Além de preterir a organização e o planejamento, quem defende o campeonato decidido no mata-mata ativa apenas a memória afetiva. Os sentimentais em questão parecem não se lembrar como a primeira fase do campeonato, conhecido também como a maior parte do certame, se arrastava de forma enfadonha, extremamente chata e sem nenhum atrativo.

Divulgação foto: TXT-Assessoria

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