Europeu/Futebol/Latinoamericano

Real Madrid, pela quarta vez campeão do mundo

Futebol é o esporte mais legal do mundo por vários fatores. Um deles é a imprevisibilidade. Talvez em nenhum outro esporte um time mais fraco tecnicamente ainda é capaz de vencer outro nos noventa (ou cento e vinte) minutos.

Foi nessa imprevisibilidade do esporte em que os torcedores do San Lorenzo apostavam na decisão do Mundial de Clubes. Afinal, os cuervos tem um time muito inferior ao Real Madrid, seu adversário na final. A primeira demonstração veio no meio da semana, nas semifinais, quando o Real atropelou os mexicanos do Cruz Azul enquanto os argentinos pariram um rinoceronte para ganhar do time semiamador do Auckland City, da Nova Zelândia.

Mas o velho chavão do futebol diz que o esporte é onze contra onze e tudo se iguala em campo. E foi exatamente isso que se viu no começo do jogo. Bem postado taticamente, o San Lorenzo conseguiu segurar os merengues e não permitiu que os comandados por Carlo Ancelotti criassem muitas oportunidades de gol. O Ciclón também não atacava, especialmente porque seu único homem criativo, Romagnoli, estava no banco de reservas, assim como o artilheiro do time no ano, Mauro Matos.

Na verdade, o jogo foi até meio violento, com quatro cartões amarelos distribuídos até a metade do primeiro tempo. E o San Lorenzo parecia encaminhar bem o jogo para uma igualdade sem gols até Yepes, zagueiro contratado após a Libertadores para reforçar a defesa, falhou e cedeu um escanteio aos 37.

Tony Kroos, a melhor bola parada do mundo, bateu na cabeça de Sergio Ramos, que abriu o placar. Nova falha de Yepes, que marcou mal o zagueiro espanhol.

Foto: Fifa

Foto: Fifa

Na segunda etapa, o jogo acabou aos seis minutos. Bale recebeu na entrada da área e bateu para uma defesa relativamente fácil de Torrico. Mas o bom goleiro cuervo falhou, a bola passou por baixo de seu corpo e foi mansa para o fundo das redes.

A superioridade madridista estava refletida no placar. Edgardo Bauza já tinha mandado a campo Romagnoli e Matos, o San Lorenzo melhorou em campo, mas a vaca azul grená já estava deitada. O goleiro Casillas só sujou o uniforme mesmo nos dez minutos finais, quando os argentinos chutaram três boas bolas de fora da área, bem defendidas pelo arqueiro espanhol.

E o apito final decretou o quarto título mundial de clubes para o Real Madrid. Uma marca especial também para um dos craques do time, Toni Kroos, que foi campeão do mundo pela terceira vez em 364 dias. Pelo Bayern, no mundial de 2013, pela Alemanha na Copa do Mundo de 2014 e agora pelo Real Madrid.

Menção honrosa ao Auckland City, que venceu o Cruz Azul nos pênaltis e garantiu o terceiro lugar no torneio. Campeão moral, já que se trata de um time semiamador de um país sem tradição alguma no futebol, a Nova Zelândia.

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