Basquete/Hall da Fama/NBA

Kareem e Malone, os esquecidos no duelo entre Jordan e Kobe

O astro Kobe Bryant foi manchete no mundo todo nas últimas semanas, ao ultrapassar Michael Jordan e se tornar o terceiro maior cestinha da história da NBA. Para corrigir uma injustiça, resolvi escrever sobre as carreiras de Kareem Abdul-Jabar e Karl Malone. Injustiça porque os dois são os maiores pontuadores da história da liga norte-americana e, pela primeira vez na história do esporte, os primeiros viraram nota de rodapé, enquanto o terceiro colocado era endeusado.

Kareem e Malone são os maiores pontuadores da história da NBA. Foto: Getty Images

 

Kareem com 38.387 pontos em 20 temporadas, e Malone com 36.928 pontos em 19,  dificilmente serão ultrapassados. Injustiça porque a genealidade de Michael Jordan (que para mim, continua sendo o melhor e mais completo jogador de basquete de todos os tempos), mesmo sem ser o maior pontuador, fez do desafio de Kobe superar o antigo ídolo um feito muito maior.

Atuando pelos Bucks, KAreem não perdoava nem os Lakers. Foto: Getty Images

 

Dito isto, vamos começar a história do dono dos maiores recordes da NBA. Seis vezes campeão da NBA, seis vezes vencedor do prêmio de melhor jogador (MVP) e jogador com o maior número de seleções para o All-Star Game, com 19 participações. Estas são as principais marcas de Kareem, mas a lista de recordes pertecentes ao eterno camisa 33 é imensa.

Com um porte físico invejável e seus 2,22 metros de altura, Kareem dominava o garrafão com facilidade. Numa sintonia perfeita entre força e agilidade, especializou-se em enganar os marcadores com uma finta, girar o corpo e fazer milhares de cestas com o gancho, sua marca registrada. E apesar de ter se consagrado no Los Angeles Lakers, Kareem iniciou a carreira pelo time do Milwaukee Bucks, onde jogou por seis temporadas e conquistou o título da liga, em 1971.

Magic Johnson e Kareem formaram uma dupla perfeita nos Lakers. Foto: Getty Images

 

Em 1975 foi para o Los Angeles Lakers, onde definitivamente entrou para a história do basquete. Ao lado de Magic Johnson, Kareem brilhou pelo time da Califórnia e conquistou mais cinco anéis de campeão da NBA, em 1980, 1982, 1985, 1987 e 1988. Teve o número 33 imortalizado em Los Angeles, onde ainda conquistou mais dois títulos como assistente-técnico, em 2009 e 2010.

Além dos 38.387 pontos, com média de 24,6 por jogo, Karrem tem em sua carreira  17.440 rebotes (11,2 de média) e 3.189 bloqueios (2,5 tocos por partida). Não à toa está no Hall da Fama da NBA.

 

Conhecido como The Mailman, ou o “Carteiro”, Karl Malone era um ala de força, muita força mesmo, que se aproveitava do físico para ultrapassar as defesas e chegar às cestas adversárias. Malone teve uma carreira brilhante. Dedicou 18 de suas 19 temporadas defendendo as cores do Utah Jazz, onde formou uma dupla fulminante com o armador John Stockton.

Malone e Stockton conquistaram dois títulos de Conferência pelo Utah Jazz, masem ambas as vezes perderam as finais da NBA para o Chicago Bulls de Michael Jordan. Foto: Getty Images

As jogadas mortais do Utah começavam sempre com Stockton em velocidade e terminavam com uma cravada de Malone. Apoiada ainda pelos chutes do perímetro de Jeff Hornaceck, a dupla conquistou a Conferência Oeste por duas temporadas seguidas. Mas quis o destino que um ser chamado Michael Jordan estragasse as chances de Malone e Cia. conquistarem o título da NBA. Tanto na final de 1997, quanto em 1998, o Chicago Bulls levou a melhor e foi campeão.

As entregas do Carteiro sempre tinha endereço correto: a cesta. Foto: Getty Images

Karl Malone foi eleito melhor jogador das temporadas de 1997 e 1999, e é considerado um dos 50 maiores jogadores de todos os tempos da NBA. Títulos mesmo, só pela seleção dos Estados Unidos, quando conquistou o outo olímpico em 1992 e 1996 com o chamado Dream Team.

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Lakers montou uma seleção, mas ficou com o vice em 2004. Foto: Getty Images.

 

Em seu último ano de carreira, Malone se transferiu para o Los Angeles Lakers. Ao lado de Kobe Bryant, Shaquille O’Neal e Gary Payton, e comandado por Phil Jackson, Malone acreditava que conquistaria um anel de campeão da Liga. O time realmete era fotíssimo, mas uma séria lesão no joelho afastou Malone de 39 jogos da temporada de 2003-2004. O Carteiro voltou nos playoffs e ajudou o time chegar à final da NBA. No entanto, uma nova lesão fez com que Karl jogasse no sacrifício contra o Detroit Pistons, que ficou com o título. Malone sentiu o peso da idade e sofreu com as lesões, anunciando sua aposentadoria na sequência daquele campeonato. Mas mesmo sem nunca ter sido campeão, Karl Malone deixou um grande legado para o basquete.

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