Futebol/Latinoamericano

O gigante está de volta. E bem forte

Há três anos, o River Plate conhecia o pior momento de sua história ao cair para a segunda divisão do futebol argentino. A partir de 2012, o clube se reergueu passo a passo. Primeiro, retornou à elite. Depois, consolidou campanhas dignas no campeonato nacional. Neste ano, voltou a ser campeão argentino. E termina 2014 com um título continental após 17 anos de jejum.

Foto: Diego Haliasz/Club Atlético River Plate

Foto: Diego Haliasz/Club Atlético River Plate

O título da Copa Sul Americana veio com uma campanha quase perfeita. Em dez jogos, foram oito vitórias e apenas dois empates. Derrubou pelo caminho times fortes como o Estudiantes, o maior rival, o Boca Juniors, até enfrentar na final o bem armado time do Atlético Nacional.

O empate na primeira partida na Colômbia obrigava os times a vencerem o jogo no Monumental de Nuñez para conseguir o título. O que causou um grande jogo. No primeiro tempo, os millonarios propuseram o jogo e fizeram do goleiro Armani a grande figura do primeiro tempo, fazendo boas defesas em lances de Téo Gutiérrez e Rodrigo Mora.

Mas o Atlético Nacional não foi até Buenos Aires apenas para se defender. Os verdolagas sempre foram perigosos nos contra-ataques e começaram a rondar perigosamente o gol de Barovero no início do segundo tempo.

Quando era melhor campo, os colombianos sofreram o duro castigo. Aos nove minutos, Pisculichi cobrou escanteio na cabeça do lateral Gabriel Mercado, que ganhou do atacante Ruiz pelo alto e abriu o placar.

Foto: Diego Haliasz/Club Atlético River Plate

Foto: Diego Haliasz/Club Atlético River Plate

Quatro minutos depois, o mesmo Pisculichi cobrou outro escanteio na direção de Mercado, novamente marcado pelo baixo atacante Ruiz. O lateral não conseguiu cabecear, mas o zagueiro Pezzella ganhou a disputa com os dois e fez o segundo.

Foto: Diego Haliasz/Club Atlético River Plate

Foto: Diego Haliasz/Club Atlético River Plate

Os gols gêmeos atordoaram o Atlético Nacional, que ficou sem poder de reação. O River Plate controlou bem o jogo e fez o tempo passar até poder comemorar um título internacional, dezessete anos após a conquista da Supercopa.

E os dois títulos tem algo em comum. Marcelo Gallardo. O atual treinador do River era meia do time campeão da Libertadores em 1996 e da Supercopa em 1997. E se tornou o primeiro homem na história do clube a conquistar títulos continentais como jogador e treinador.

Foto: Diego Haliasz/Club Atlético River Plate

Foto: Diego Haliasz/Club Atlético River Plate

O título também consagra o meia Pisculichi. O camisa 15 foi o principal jogador millonario na conquista, sendo decisivo especialmente na semifinal contra o Boca, quando marcou o gol que decidiu a classificação, e na final, com as duas assistências para os gols do título.

Pisculichi chegou ao River quase de graça, a pedido de Gallardo, que queria um bom meia e via o clube sem dinheiro para investimentos. Piscu já entra na fase final da carreira. Aos 30 anos, ele estava no Argentinos Juniors após passar cinco anos jogando no Qatar e outros dois na China.

E termina 2014 como o principal nome do River e grande aposta para craque da Libertadores 2015. Especialmente porque os millonarios são um dos favoritos a levar para casa a moça mais cobiçada das Américas.

Anúncios

Um pensamento sobre “O gigante está de volta. E bem forte

  1. Pingback: Boca 100% terá Superclásico nas oitavas da Libertadores | Fut 'n' Roll

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s