Brasileiro/Futebol

Alívio?

Foto: Marcos Ribolli

O Palmeiras é o time que se salvou do rebaixamento para a série B com a menor pontuação na história do Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos: 40. Também foi a primeira vez que a agremiação detentora da defesa mais vazada da competição permanece na primeira divisão. Com 59 gols sofridos em 38 jogos (média absurda de quase 1,6 gol por partida), o feito foi conquistado pelo… Palmeiras.

As situações retratadas acima podem explicar rapidamente o motivo de o time de Palestra Itália ter agonizado até o último nanosegundo para permanecer na elite. A ruindade coletiva e alheia não deixaram o Alviverde cair – e os comandados de Dorival Júnior fizeram um esforço hercúleo para ficar com a última vaga no Z4 ao conquistarem apenas um ponto nas últimas seis rodadas. A incompetência interna tem feito um dos maiores clubes da história do futebol mundial ser notícia apenas pelo pioneirismo às avessas que tem colecionado nos últimos anos. Feitos que não só envergonham o palmeirense, mas que maculam o legado e a essência esmeraldina.

Paulo Nobre será presidente por mais 2 anos. A promessa óbvia de um time forte para 2015 já foi feita. O dirigente ainda elucubrou: o que deu certo será mantido e as decisões erradas não serão repetidas. Fico me perguntando quais medidas serão aproveitadas administrativamente. De qualquer forma, o mandatário palmeirense já escorregou ao falar sobre reforços. O elenco precisa ser competitivo, não apenas os 11 que entram em campo.

O vínculo de muitos atletas acabam no fim do ano. Outros com acordos mais longos serão negociados. Além disso, alguns jogadores (tanto da base quanto contratados que não vingaram na primeira passagem pelo clube) voltam de empréstimo. É fundamental que a gestão Nobre tenha critério e planejamento desde já para formar o plantel da próxima temporada. Virtudes que passaram longe dos arredores do Palmeiras em 2013 e 2014.

O palmeirense não aguenta mais ser motivo de chacota e torcer para terceiros se quiser comemorar um resultado positivo. A montagem da equipe para 2015 é apenas uma das preocupações de PN. Gerência do futebol, marketing, patrocínio, geração de receitas… Enfim, são inúmeros os desafios. Que até o momento o dirigente se mostrou inepto para executar.

O Palmeiras não caiu para a Segunda Divisão, mas segue com o espírito de série B encravado como uma chaga corrosiva. Tal retrato já é uma enfermidade crônica e apesar dos discursos eloquentes, o cenário continua o mais do mesmo.

No próximo ano, no Brasileirão de 2015, o time de Palestra Itália será protagonista ou antagonista da própria essência? Muito precisa ser feito para que o alívio imediato não se transforme em agonia duradoura.

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