Futebol/Latinoamericano

O grande ano do River Plate

Ainda não dá para dizer que o River Plate conseguirá os dois títulos que ainda disputa na temporada (campeonato argentino e Copa Sul Americana), mas a torcida dos millonarios já tem muito o que comemorar em 2014.

E não me refiro apenas ao título do campeonato argentino conquistado em maio deste ano. O River Plate teve um 2014 perfeito nos duelos contra o seu maior rival, o Boca Juniors. Foram oito jogos, com quatro vitórias e quatro empates (um deles vencido nos pênaltis).

A mais importante das vitórias veio na noite desta quinta-feira (27), pela segunda partida da semifinal da Copa Sul Americana. Mas não foi fácil. O lotado e barulhento Monumental de Nuñez silenciou logo aos 16 segundos de jogos, quando Rojas errou o bote e acertou a perna de Calleri dentro da área.

Na cobrança, o primeiro heroi da noite apareceu. Barovero pulou bem no canto esquerdo e defendeu a cobrança de Gigliotti.

Foto: La Nacion

Foto: La Nacion

A defesa embalou o River, que buscou o ataque nos minutos seguintes. Frequentou o campo do rival, mas sem grande ameaças do gol de Orión.

Até os 16 minutos de jogo, quando Vangioni recebeu livre pela esquerda e cruzou forte para o meio da área. O chute foi meio torto, um pouco para trás, mas achou o habilidoso pé esquerdo de Pisculichi. O enganche bateu de primeira, no contrapé do goleiro do Boca. Muita emoção em pouco tempo, ao contrário da primeira partida.

Foto: La Nacion

Foto: La Nacion

O resultado obrigava o Boca Juniors a fazer ao menos um gol, já que o empate agora era favorável aos xeneizes. E mesmo com um time tecnicamente inferior e com menos posse de bola, o Boca foi ao ataque criar oportunidades. Gigliotti exigiu uma boa defesa de Barovero em chute de fora da área e um pequeno milagre no rebote da jogada. Apesar disso, não era noite do centroavante boquense, que teve um gol (mal) anulado por impedimento e ainda viu uma cabeçada passar raspando a trave de um já impotente Barovero pouco antes do intervalo.

Na segunda etapa, os times voltaram mais nervosos. O River foi melhor, mesmo sem exigir muito de Orión. O Boca foi se desesperando com o passar do tempo e também não ameaçou mais Barovero. Antes do apito final, Cata Díaz ainda foi expulso, garantindo de vez a vaga do River Plate na final da Sul Americana.

Apesar de ser um clássico historicamente tão equilibrado, foi apenas a primeira vez que o River eliminou o Boca em um duelo mata-mata. Nas outras cinco ocasiões que os dois rivais se encontraram mano a mano, os xeneizes saíram vencedores, três delas pela Libertadores (1978, 2000 e 2004).

Com o resultado, o River Plate decidirá a Sul Americana contra o Atlético Nacional. Primeira partida em Medellín, a segunda em Buenos Aires.

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Um pensamento sobre “O grande ano do River Plate

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