Brasileiro/Futebol

O intenso e incontestável Atlético Mineiro

O Atlético Mineiro viveu uma experiência diferente nesta final de Copa do Brasil. Se nas duas fases anteriores, o Galo tinha que correr atrás de viradas quase impossíveis, dessa vez a vantagem de 2 a 0 estava a favor do time de Levir Culpi.

E, talvez escaldado pelas viradas conseguidas contra Corinthians e Flamengo, o Atlético entrou em campo como se tivesse tudo igual. Lá estavam a mesma intensidade, a marcação na saída de bola adversária, a falta de vergonha em cruzar a bola na área sempre que necessário.

Do outro lado, um adversário cansado pela maratona de jogos recentes que culminaram no segundo título brasileiro consecutivo. O Cruzeiro sentiu o esforço dos últimos dias e não foi páreo em momento algum na maior final de todos os tempos da Copa do Brasil.

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Nesta quarta-feira (26), no Mineirão, o Cruzeiro foi novamente encaixotado na marcação atleticana, que marcava com vontade os laterais e volantes da Raposa, comprometendo a saída de jogo azul. A bola chegava quadrada a Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, quando chegava, e pouco foi feito pelo Cruzeiro.

Do outro lado, o Galo também criava. Não seria nenhum absurdo se a partida fosse para o intervalo com 3 a 0 de vantagem. Mas foi um só, quando Diego Tardelli, já no fim do primeiro tempo, aproveitou cruzamento de Dátolo para abrir o placar.

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Por incrível que pareça, foi o primeiro (e único) gol do atacante na campanha atleticana na Copa do Brasil. Simbólico por ser o principal jogador do grupo e um dos mais esforçados do elenco.

No segundo tempo, o Cruzeiro tentou reagir mais na base da vontade do que na técnica apurada dos seus jogadores. Mas faltou fôlego para superar um grande time que aprendeu a parar o grande rival. Foram sete jogos em 2014, com quatro vitórias atleticanas e três empates.

Mérito de Levir Culpi, que chegou no meio do ano para arrumar a casa. Se desapegou de ídolos recentes que mais atrapalhavam o grupo do que ajudavam e ajustou os pontos fracos do time, como a defesa, que ficou mais sólida. O treinador também soube usar o elenco quando necessário e conseguiu fazer Dátolo reencontrar o seu grande futebol, mesmo tendo que substituir um jogador com características bem diferentes como Guilherme, outro que deixou de ser apenas um talismã para ídolo da torcida.

Levir também soube usar muito bem a base. Nas mãos dele, o Galo descobriu Carlos e Jemerson, hoje titulares absolutos, e tem grandes promessas para 2015, como Dodô.

O título da Copa do Brasil foi incontestável e o campeão, justíssimo. Se o trabalho seguir assim, a Libertadores 2015 já tem um favorito.

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