Brasileiro/Futebol

Corinthians está perto da Libertadores; Mano está longe

Passado pouco mais de um mês da humilhante eliminação na Copa do Brasil diante do Atlético Mineiro, o Corinthians mostrou poder de reação no Campeonato Brasileiro. O grupo se fechou para conseguir a sonhada vaga para a Libertadores e superou desfalques por lesões, caso de Ralf que ficou 11 jogos fora, convocações das seleções brasileira (Elias e Gil), peruana (Guerrero), uruguaia (Lodeiro) e paraguaia (Romero), a desconfiança da torcida e da imprensa.

Mano Menezes continuava a dar suas entrevistas recheadas de ironias, mas conseguiu fazer o time ter um padrão de jogo e mostrar força, principalmente dentro da nova casa – o Timão perdeu apenas uma vez na Arena Corinthians, logo na inauguração do estádio, diante do fraco Figueirense, mas venceu todos os clássicos e os concorrentes pelas primeiras posições na tabela, inclusive o campeão Cruzeiro. Após a derrota para o Galo, o presidente Mario Gobbi disse que a permanência de Mano no comando do Corinthians em 2015 não dependia dele e dificilmente o gaúcho seria o consenso dos candidatos à presidência do clube. A campanha oscilante em toda a temporada reforçava a lista de fracos trabalhos do treinador nos últimos anos.

Mano não deve dirigir o Corinthians na Libertadores 2015, caso o time confirme a vaga para o torneio. Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com

 

 

 

No entanto, os bons resultados no segundo turno do Brasileirão, com a melhor campanha ao lado de Cruzeiro e São Paulo, merecem ser reconhecidos. Mesmo sem apresentar um futebol que encante, com o time sofrendo para aplicar “goleadas” de 1 a 0, e com raras exibições de superioridade, o Corinthians soma hoje 66 pontos, 3 a menos que o vice-líder São Paulo. Faltando dois jogos, contra Fluminense, fora, e Criciúma, em casa, o alvinegro precisa de uma vitória para voltar à Libertadores em 2015. Se Mano e seus comandados confirmarem a classificação, amenizam o legado do treinador em sua segunda passagem pelo Parque São Jorge, que vai acabar em dezembro.

Para o próximo ano, com novo comando, o Corinthians terá uma boa base para ser trabalhada. Apesar dos pesares, Mano soubre fazer o que lhe foi proposto: reformular o grupo. Mas para o torcedor sonhar com o bi da América, alguns pontos precisam ser feitos, a começar pela renovação com Guerrero, o principal jogador do time. Um lateral direito deverá ser contratado, já que o empréstimo de Fágner se encerra (não que ele seja craque, mas tem mostrado evolução no setor). O time também precisa de mais um zagueiro (repito que Felipe é muito fraco para jogar no Corinthians) para disputar a posição com Anderson Martins, e mais dois atacantes de qualidade para dar suporte a Guerrero e não deixar a responsabilidade sobre os jovnes Malcom e Luciano quando o peruano estiver à serviço de sua seleção.

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