Brasileiro/Futebol

Galo sobra e se torna favorito, mas não absoluto

Torneios mata-mata tem uma característica especial em relação a campeonatos de pontos corridos. Nesses casos, não vence o melhor time, mas o que chega para a disputa mais quente.

E, após eliminar Corinthians e Flamengo de maneira épica, estava claro que o Atlético Mineiro chegava para a final da Copa do Brasil mais quente. Não que o Cruzeiro não tenha se classificado para a decisão sem dificuldades, já que eliminou o Santos apenas nos minutos finais da segunda partida. Mas a fase já foi melhor. Além disso, existe uma comunhão entre o time do Atlético e a torcida poucas vezes vistas na história de um clube.

Jogando em casa, no Independência, o Galo sabia da obrigação que tinha em abrir vantagem. Por isso mesmo, o time comandado por Levir Culpi foi muito intenso. Quando tinha a bola, muita velocidade e movimentação constante no ataque. Sem a bola, marcação forte, deixando apenas os dois zagueiros cruzeirenses livres para criar o jogo.

O 4-2-3-1 armado pelo treinador dominava no meio de campo e fazia o Atlético sobrar em campo. Dátolo, jogando mais avançado, estava em grande jornada, tanto na criação quanto na marcação, impedindo Lucas Silva, um dos cérebros do Cruzeiro, de pensar o jogo.

Apesar da intensidade, o Galo só ameaçava o goleiro Fábio na temida bola aérea. Foi assim que o baixinho Luan, em impedimento, abriu o placar.

Com a vantagem, o Atlético controlou mais a posse de bola e administrou até o fim do primeiro tempo. Na segunda etapa, Dátolo fez o segundo logo no início e o Cruzeiro sentiu o baque.

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Sem seus dois principais jogadores, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, bem marcados e longe de uma grande jornada, a Raposa entrou em desespero. Foi ao ataque com tudo para tentar diminuir a vantagem, ameaçando apenas em um chute da intermediária de Everton Ribeiro.

E ainda abriu espaços para o veloz contra-ataque do Atlético, que quase marcou o terceiro com Diego Tardelli e Marion. Mas Fábio trabalhou bem e evitou que o resultado fosse ainda pior para o Cruzeiro.

Cruzeiro que ainda reclama de uma bola na mão do zagueiro Jemerson que o horrível árbitro Marcelo de Lima Henrique não marcou. Mas o 2 a 0 no fim das contas foi justo pelo que os dois times apresentaram em campo.

É uma belíssima vantagem, mas o atleticano sabe, melhor do que ninguém, que 2 a 0 é um placar perigoso. Ainda mais com noventa minutos ainda a se jogar. Especialmente em um clássico regional de tanto peso como é contra o Cruzeiro. E com a qualidade do time celeste, prestes a se tornar bicampeão brasileiro.

O Galo, especialista em reverter vantagens de 2 a 0 contra, terá que mostrar agora que aprendeu a administrar esse placar.

A seu favor, a história. Apenas uma vez, um time foi campeão da Copa do Brasil revertendo uma desvantagem de dois gols. O Sport, em 2008, perdeu a ida para o Corinthians por 3 a 1 e foi campeão ao vencer por 2 a 0 na Ilha do Retiro.

Mas essa é a maior final da história da Copa do Brasil. Não dá para descartar o Cruzeiro.

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