Brasileiro/Futebol

O retorno de Eurico

“Já disse antes que o Vasco estava semimorto e hoje está vivo. Só quero dizer uma coisa. A partir do momento que eu assumir, o Vasco vai voltar a ser respeitado. Já passei por todos os cargos do Vasco. Se o Vasco não precisasse de mim, eu não estaria aqui. Voltei para resgatar o Vasco, para tirá-lo desta situação. Se o Vasco não se encontrasse nesta situação que está, não havia hipótese de eu voltar”

Eurico Miranda volta ao cenário do futebol prometendo revolucionar o Vasco. Foto: Getty Images

Com essas palavras carregadas da conhecida arrogância, Eurico Miranda deu as primeiras declarações como presidente recém-eleito do Vasco. Na eleição indireta, o polêmico dirigente obteve 2.633 votos, contra 1.570 de Julio Brant, e 1.155  de Roberto Monteiro. Para ser confirmada a vitória, uma nova votação no Conselho Deliberativo do clube será realizada no dia 19, que tem maioria da chapa de Eurico.

De volta ao clube após seis anos, Eurico, que já presidiu o cruzmaltino  entre 2001 e 2008, além de ser vice-presidente e diretor por muitos anos, acumula escândalos, brigas com ídolos da história vascaína, viradas de mesa e vitórias nos tapetões da CBF, além de cassações de mandato político, acusações de evasão de divisas e uma montanha de processos e o indicamento na CPI do Futebol.

Claro que Eurico foi importante para incentivar o esporte olímpico e reativar muitas modalidades no Vasco, como o basquete, o futsal, o vôlei de praia, entre outras. Mas quem não se lembra da semi tragédia ocorrida num superlotado São Januário na final da Copa João Havelange, em 2000, quando o dirigente, com seu inseparável e intragável charuto, tentava conter o avanço da torcida sobre o alambrado caído? E ele ainda gostaria de seguir o jogo…

Copa João Havelange foi marcada por tragédia em São Januário. Foto: Getty Images

Eurico vai substituir Roberto Dinamite, que não teve o mesmo sucesso como presidente do que teve como jogador do Vasco, e pelos próximos três anos, vamos nos assombrar com o destempero, as armações e a cega paixão de Eurico por ele mesmo, que se vê maior do que o Vasco, que se julga a razão de viver dos torcedores. Para quem precisava de um choque de gestão, o Vasco retrocede anos luz na sua história. e o futebol brasileiro mostra que continua refém de dirigentes-ditadores-coronéis-dinossauros.

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Um pensamento sobre “O retorno de Eurico

  1. A vitória do Eurico é um retrocesso no futebol brasileiro. É o torcedor preferindo tentar vencer pelos métodos mais arcaicos e baixos representados por esse tipo de dirigente ao invés de tentar um trabalho diferente e mais sólido para estruturar para valer o clube. A gestão Dinamite foi fracassada, mas o Eurico também não deixou o clube em boas condições para vencer dessa maneira.

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