Futebol/Seleções

Navegação em águas tranquilas para Dunga

Antes de escrever qualquer coisa, vale sempre o parabéns à Confederação Brasileira de Futebol, que conseguiu a proeza de fazer com que o jogo da seleção brasileira, seu maior produto, marca, camisa, seja o evento futebolístico menos relevante do dia no país. Depois o povo não entende porque quem gosta de futebol se importa cada vez menos com a seleção brasileira.

Dito isto, Dunga e seus comandados entraram em campo na Turquia para mais um amistoso, o quinto sob o novo velho comando. O estádio do Fenerbahce, em Istambul, foi o primeiro gramado decente a receber a seleção brasileira desde o início da nova era Dunga.

E os onze elementos que vestiam amarelo tomaram a atitude de atacar no início do jogo. De novidade, Luiz Adriano jogando na posição de Diego Tardelli, que ficou no Brasil porque tinha algo mais importante a fazer nesta noite. De resto, foi o 4-4-2 de sempre, com Oscar e Willian nas extremidades do meio de campo.

Apesar de propor o jogo, Neymar e companhia pouco ameaçaram o goleiro turco. Sendo justos, mérito para a marcação da Turquia, que não deixava os criativos brasileiros pensarem no jogo. A melhor chance veio aos 16 minutos, em uma bobeada da zaga que deixou Neymar driblar o goleiro. Mas não deu tempo de o atacante brasileiro finalizar, já que logo apareceu outro cão de guarda vestindo vermelho para evitar o chute.

Três minutos depois, não teve jeito. Fernandinho fez grande lançamento para Neymar ganhar na corrida dos zagueiros turcos, que estavam em linha, e colocar com categoria no canto direito do goleiro.

Foto: AP

Foto: AP

Mesmo com o gol, o Brasil seguiu ditando o ritmo. E chegou ao segundo com facilidade. Danilo cruzou pela direita e o zagueiro Kaya chegou antes de Luiz Adriano para colocar contra a própria rede e anotar o segundo.

Pela Turquia, o único sopro de inspiração vinha de Arda Turan, que exigiu grande defesa de Diego Alves aos 29. O Brasil se acomodou em campo até os 43 minutos, quando Neymar puxou um contra-ataque. Após brigar com a zaga turca, a bola sobrou limpa para Willian marcar o terceiro.

Na segunda etapa, o jogo foi arrastado, com poucas chance de gol. O Brasil, ao contrário da primeira etapa, buscou mais o contra-ataque. Neymar, em grande jogada individual, fez o quarto. Roberto Firmino, Casemiro, Phillipe Coutinho, Douglas Costa e Fred (o do Shakhtar) também foram testados mas ficaram no marasmo do restante do time. Foi tão arrastado que chegou uma hora que os 22 jogadores davam a impressão de que apenas esperavam o apito final.

O fato é que o Brasil de Dunga se mostra mais forte do que o Brasil de Felipão, que disputou a Copa do Mundo. Em cinco jogos, foram onze gols marcados e nenhum sofrido. Águas calmas no caminho para as eliminatórias sul-americanas.

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