Brasileiro/Futebol

Belo Horizonte, capital do futebol brasileiro

Até os 35 minutos do segundo tempo das duas partidas semifinais da Copa do Brasil, a final que pintava era entre Flamengo e Santos.

Àquela altura, o Atlético Mineiro pressionava o rubro-negro carioca por mais uma virada épica. Como se o filme visto contra o Corinthians se repetisse, o adversário, que tinha a vantagem de ter vencido a primeira partida por 2 a 0 em casa, abriu o placar em um contra-ataque rápido na primeira etapa.

Mas, ao contrário da fase anterior, o gol do Flamengo surgiu já na parte final do primeiro tempo. Everton fez grande jogada pela esquerda e chutou no canto de Victor quando o ponteiro médio do relógio já tinha dado 34 voltas completas. Ou seja, o Galo teria 55 minutos para fazer quatro gols.

Conseguiu o primeiro ainda antes do intervalo, com Carlos, aproveitando cruzamento da esquerda.

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Na segunda etapa, o Atlético fez aquilo o que dele se esperava. Partiu para cima como se fosse a última coisa a ser feita na vida. Em dois minutos, foram quatro finalizações contra o gol de Paulo Victor. Aos 11, após uma confusão na área flamenguista, a bola sobrou para Maicosuel virar o jogo.

A pressão seguiu firme e forte. O Flamengo, impotente no ataque, apenas se defendia e torcia para o tempo passar rapidamente. E passou. O relógio já apontava 36 minutos quando Dátolo bateu forte da entrada da área para marcar o terceiro do time da casa.

A torcida atleticana acreditava mais do que nunca, afinal, restavam ainda nove minutos para a marcação de apenas mais um gol. E nem precisou de tanto tempo. Aos 39, outra confusão na área rubro-negra e Luan empurrou para as redes, fazendo o gol que  mudava o cenário da classificação.

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Foto: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Com a vantagem do outro lado, o Flamengo tentou fazer o gol da classificação nos minutos finais. Mas Canteros parou em Victor e a confusão na área atleticana não parou nas redes, mas na linha de funda. Mais uma virada épica no currículo do Galo e a vaga inédita para uma final de Copa do Brasil assegurada.

O adversário do Atlético Mineiro será o seu grande rival, o Cruzeiro. Na Vila Belmiro, a Raposa fez um jogo aberto contra o Santos e só garantiu a vaga também nos minutos finais.

Logo a um minuto, Robinho fez o primeiro do Santos, inflamando ainda mais a torcida que lotou a Vila Belmiro.

Mas a alegria santista durou pouco. Cinco minutos depois, Marcelo Moreno empatou ao aproveitar rebote de Aranha em chute de Ceará.

Após os gols rápidos, a partida se equilibrou. O panorama só se alterou nos acréscimos, quando Fábio não segurou a bola e Léo derrubou Rildo antes que o atacante empurrasse para as redes. Na cobrança da penalidade, Gabriel marcou o segundo gol.

Como tomou gol em casa, o Santos precisava vencer por dois gols de diferença. E conseguiu a vantagem necessária logo aos 13 da segunda etapa, quando Rildo escorou cruzamento de Gabriel para as redes. O Cruzeiro, desgastado pela longa temporada, parecia entregue.

Mas a tranquilidade é inimiga da atenção. Aos 35, Bruno Uvini recuou desviou toscamente uma bola para trás. Willian Cebolinha aproveitou e fez o segundo do Cruzeiro, voltando a classificação para Minas Gerais.

Foto: Daniel Vorley/LightPress/Cruzeiro

Foto: Daniel Vorley/LightPress/Cruzeiro

Abatido, o Santos não conseguiu criar mais oportunidades para um quarto gol. Antes do apito final, Willian ainda marcou mais um, empatando o jogo e decretando a decisão mais épica da história da Copa do Brasil.

Pela segunda vez na história, a Copa do Brasil será decidida em um clássico regional. Mas, ao contrário de 2006, quando Flamengo e Vasco decidiram o torneio, Cruzeiro e Atlético chegam para a final com dois dos melhores times de sua história. A Raposa, atual campeã brasileira e com o bi encaminhado, e o Galo, apesar da grande renovação recente do elenco, ainda com a base (e o espírito guerreiro) do time campeão da Libertadores em 2013.

O Atlético pode ganhar um título inédito e ainda plantar uma crise no rival apesar do título brasileiro encaminhado. Já o Cruzeiro pode ter a alegria de conquistar três títulos e ver o grande inimigo como vice em todos.

De certeza, apenas uma. Belo Horizonte é onde se joga o melhor futebol brasileiro na atualidade.

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