Brasileiro/Futebol

Dunguismo à flor da pele

Dunga precisou de apenas três jogos no comando da seleção brasileira para mostrar que continua o mesmo. Um estrategista de guerra travestido de treinador de futebol.

Sim, conseguiu a terceira vitória em três jogos. Neste sábado, a mais expressiva delas, um justo 2 a 0 sobre a Argentina, vice-campeã mundial e com Messi em campo.

Vitória justa porque os brasileiros mostraram conhecimento sobre suas limitações técnicas e souberam vencer um time que tinha mais talentos individuais. Deixou a bola nos pés argentinos e atacou com eficiência. Apesar de apenas pouco mais de 30% de posse de bola na primeira etapa, abriu o placar aos 27 minutos, após Diego Tardelli mostrar que há vida inteligente na centroavância brasileira e deixar Fernandéz e Zabaleta se atrapalharem com a bola e bater de primeira para o gol de Romero.

Foto: Heuler Andrey/Mowa Press

Foto: Heuler Andrey/Mowa Press

Foi o único chute a gol brasileiro no primeiro tempo. De resto, a Argentina dominou, apesar de pouco ameaçar o gol de Jefferson. Ameaçar, ameaçar mesmo, só no pênalti (mal marcado) que Messi bateu para boa defesa do goleiro botafoguense.

No segundo tempo, a Argentina estava acabada. Di Maria jogou mais recuado e o time perdeu velocidade e intensidade apresentadas no amistoso contra a Alemanha. O Brasil voltou melhor organizado em campo e até equilibrou a posse de bola, chegando a 44%. E na metade da etapa final, Diego Tardelli fez o segundo aproveitando mais um bom cruzamento de Oscar.

Com a vaca albiceleste deitada, restou a existência de cenas lamentáveis perto do fim da partida, protagonizadas pelo técnico brasileiro Dunga e pelo auxiliar técnico argentino Jorge Pautasso.

Mas é bom Dunga não se deitar nos louros da justa vitória sobre o maior rival. O Brasil apresentou muitos problemas, especialmente no meio de campo, que não teve capacidade alguma de criação, dependendo apenas de bolas paradas e do talento de Neymar (e Diego Tardelli), além da atuação inspirada de Jefferson. É pouco para o que o futebol brasileiro precisa, mas é o que a CBF escolheu. Dunga vai conduzir o Brasil a muitas vitórias dessa maneira. E, ao que parece, apenas dessa maneira.

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