Brasileiro/Futebol

Santos ganha, em casa, e vira líder do segundo turno do Brasileirão

Ontem, Santos e Bahia se enfrentaram na Vila Belmiro, no litoral paulista, para um público abaixo da média, de novo: cerca de 6.148 pagantes. Num jogo do qual os dois times vinham de um início de segundo turno digno, o Peixe levou a melhor e, com a vexatória derrota do Internacional, para Chapecoense, em Chapecó, tornou-se o líder do returno com 16 pontos ganhos em oito jogos.

Sim, eu sei! Isso não quer dizer nada, mas, ainda assim, é uma boa notícia para o alvinegro praiano.

Eu fui um dos poucos torcedores que não gostou da dança no comando técnico do Santos, Oswaldo vinha fazendo um razoável trabalho e apostar em Enderson com as inúmeras carências do elenco, no meio do campeonato, seria uma loucura. Mas, ainda bem que me enganei.

Enderson Moreira assumiu o time na 19ª rodada. De lá pra cá, foram seis vitórias, um empate e duas derrotas. No mês de férias que teve, depois de sua saída do Grêmio, Moreira comentou que se reciclou. E, de fato, podemos perceber isso, já que tem inovado nos treinamentos, feito rodízios com o elenco santista, principalmente no ataque (em todos os jogos, não repetiu a escalação uma vez sequer) e tem modificado o estilo de jogo do time, conforme o adversário enfrentado. Características do futebol moderno europeu.

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Enderson Moreira tem revesado Gabigol e Damião no comando de ataque do Santos FC. Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira, o Peixe venceu pela contagem mínima, gol de cabeça de Leandro Damião, mas poderia ter goleado. Perdeu inúmeras chances imperdíveis e no fim do jogo ainda levou um breve sufoco do Bahia. Com a vitória o time de Vila Belmiro é o sétimo colocado do campeonato, com 42 pontos, a apenas quatro do Grêmio, o quarto colocado, e último na zona de classificação para Libertadores.

Ontem também se enfrentaram Fluminense e Atlético Mineiro, no Maracanã, e o empate em zero a zero não merece nem ser comentado; jogo feio, muita marcação e pouca emoção. Resultado ótimo para o próprio Santos, que passou o Flu e encostou no galo mineiro (apenas dois pontos de diferença).

Já o Inter, merece um terrível puxão de orelha. Mais uma vez, o time de Abelão teve a chance de encostar no líder Cruzeiro e perdeu a oportunidade. Méritos ao pequenino Chapecoense, que fez por merecer a grande vitória por 5×0, em casa, para ótimo publico (cerca de 17 mil pessoas) e pôde respirar mais aliviado na luta contra o rebaixamento.

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Diones comemora o seu primeiro gol em cima do Internacional, na goleada histórica do time catarinense por 5×0. Foto: Cleberson Silva / Chapecoense

O time gaúcho, como acontece há alguns anos, tem um grande elenco, um vitorioso treinador, mas ainda é terrivelmente irregular. Ontem, ainda, o colorado promoveu a reestreia de Nilmar, ídolo por lá. Mas o atacante, hoje tiozinho (30 anos), nada fez; aliás, fez, tomou um amarelo, com poucos minutos dentro do gramado.

É, companheiro. O Cruzeiro será o campeão em dezembro, não tem jeito!

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