Brasileiro/Futebol

Onde estão o dinheiro, público e bom futebol no Santos de Robinho?

*Por Lucas Tieppo

Quando Robinho voltou ao Santos no começo de agosto tudo levava a crer que o negócio seria bom para as duas partes. Porém, quase dois meses depois da sua segunda reestreia com a camisa 7 alvinegra, parece que o esforço da diretoria santista foi em vão.

Ao acertar o empréstimo de um ano com o Milan, o Santos vislumbrava três grandes mudanças com a chegada do ‘menino da Vila’: aumentar o público na Vila Belmiro, crescer de produção dentro de campo e voltar a ter um patrocinador máster. Porém, nenhuma delas ainda aconteceu.

A mais preocupante para os cofres do clube é a ausência de uma marca fixa na parte nobre do uniforme, o que causa um enorme impacto negativo no orçamento santista que tem de bancar os altos salários de Leandro Damião, do próprio Robinho, de Thiago Ribeiro e outros jogadores.

Desde o início de 2013 a diretoria recorre a acordos pontuais, mas esperava que uma grande empresa se interessaria em ver a sua marca exibida por Robinho e Cia. Até agora nada mudou. Péssimo para as contas alvinegras.

Nas arquibancadas, o cenário se alterou pouco que Robinho reestreou contra o Corinthians, no dia 10 de agosto. No clássico, foram 12.329 pagantes. Deste então, Robinho não jogou para mais de 8 mil pessoas.

Nos cinco jogos que fez na Vila – contra Corinthians, Atlético-PR, Coritiba e Figueirense pelo Brasileirão, e Londrina pela Copa do Brasil -, Robinho jogou para meros 6.800 pagantes, em média. Muito pouco para ajudar a bancar um jogador tão caro como o atacante.

No último domingo, o time mandou a partida contra o Goiás sem Robinho, poupado, no Pacaembu e levou apenas 9.694 pagantes ao estádio, o que mostra que a crise não se restringe a Vila Belmiro.

Em campo, é bem verdade que o time está vivo na briga pelo título da Copa do Brasil – enfrenta o Botafogo nas quartas de final – mas não embala no Brasileirão.

Desde a 14ª rodada, quando Robinho reestreou, o time navegou entre a 7ª e 11ª posições, sempre distante do G4. Além disso, não consegue vencer fora de casa desde maio – teve o atacante nas derrotas para Cruzeiro, Botafogo e Atlético-MG e no empate com o Grêmio.

Claro que a culpa pela campanha irregular não é somente do atacante. O time, como um todo, não embala. Lucas Lima tem subido de produção nas últimas rodadas, mas ainda não é confiável. Muito menos Leandro Damião, talvez o maior mico da história alvinegra.

Fora os aspectos ainda negativos nesta sua terceira passagem pelo Santos, é bem verdade que Robinho tem números razoáveis. Em 10 jogos, são quatro gols – sendo dois daqueles golaços – que lhe renderam o esperado retorno à seleção brasileira.

Pelo menos pra ele o retorno à velha casa não foi ruim, mas será que o Santos ainda conseguirá lucrar com o ‘menino da Vila’?

* Lucas Tieppo é jornalista

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