Brasileiro/Futebol

Calvário Alviverde

Foto: Eduardo Viana/LANCE!Press

Sim, o calvário continua. No entanto, pode ser encarado sob a ótica otimista ou a sentença fatalista.

Os dois tempos do jogo contra o Flamengo sintetizaram de forma simétrica o que o Palmeiras pode oferecer ao torcedor neste Campeonato Brasileiro. O primeiro tempo evidenciou uma equipe nervosa, com as já reconhecidas limitações técnicas e individuais dos atletas pesando uma tonelada a cada passe ou jogada errada e que viraram um fardo insustentável após os gols do Rubro-Negro da Gávea.

Na segunda etapa o time continuou nervoso, mas conseguiu transformar este comportamento em prol das necessidades do momento. Obviamente que o gol de Diogo ajudou, mas é inquestionável que as entradas de Valdivia – principalmente – e Allione foram fundamentais na retomada pela busca do placar. O Palmeiras seguiu com as limitações mais do que óbvias, só que apresentou aquilo que pode ser a solução para sair da incômoda situação em que se encontra.

Mas como não poderia deixar de ser diferente, quando se trata de Palmeiras, a maior aposta para a redenção pode ser igualmente o caminho para o báratro Alviverde. A qualidade de Valdivia é inquestionável e no atual elenco palmeirense ele se torna ainda mais imprescindível. Fica cada vez mais claro que Dorival Júnior e os torcedores não devem esperar que ele assuma a responsabilidade de ser o principal e mais importante atleta palmeirense neste momento extremamente delicado. O chileno é uma bomba relógio que explode a todo momento. Se enquadra na lógica do absurdo. A melhor solução é aquela que não pode e nem deve ser levada em conta.

O empate passa longe de ser um bom resultado, mas evidencia que o caminho para deixar a zona do rebaixamento existe. Algumas considerações precisam ser revistas urgentemente, como seguir com Juninho no meio-campo, mas no cômputo geral, o Palmeiras tem chances reais de recuperação. E está apresentando bons e jovens valores, como Renato, Nathan e Victor Luis, que não devem e nem merecem ser vistos como a salvação da tragédia grega palmeirense.

Será muito difícil, mas se Dorival Júnior seguir a lógica do que está sendo apresentado em campo e tiver o retorno de alguns titulares contundidos, ao menos o Palmeiras poderá terminar o Brasileirão com o mínimo de dignidade que a história do clube e a torcida merecem.

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