Brasileiro/Futebol

Início positivo. E com muito a fazer

Foto: Marcos Ribolli (GE)

Seria mundanamente leviano discorrer sobre o trabalho realizado por Dorival Júnior no comando do Palmeiras. Afinal de contas, o novo treinador Alviverde ainda nem completou uma semana no cargo.

No entanto, é inegável que o técnico trouxe um algo a mais para os jogadores do Palmeiras, que há muito tempo não sabia o que era conquistar 4 pontos em 2 jogos. Logo na estreia, contra o Atlético-PR, Dorival atingiu um feito que Ricardo Gareca não alcançou: empatar fora de casa. E ainda decidiu seguir o óbvio, que nos últimos tempos parece extremamente complexo para ser adotado em terras esmeraldinas: fechar e compactar mais o time. Não só a tática deu certo como a postura dos atletas também evidenciaram uma mudança perceptível no comparativo com a equipe de Gareca.

Contra o Criciúma, rival direto na briga contra a degola, Dorival iniciou o jogo com a mesma formação que estava em campo no duelo contra o time paranaense a partir dos 5 minutos da primeira etapa e a vitória foi conquistada. O que isso significa? Taticamente e tecnicamente, pouca coisa.

Além do nervosismo natural pela condição periclitante no Brasileirão, o elenco Alviverde não é um primor de técnica. O Palmeiras não teve um bom desempenho em campo, continua a apresentar muitas falhas e problemas crônicos perduram (muitos deles intrinsicamente atrelados à qualidade do plantel). Com o decorrer das semanas, Dorival tentará corrigir tais problemas da maneira que for possível e observará (acredito eu) que certas opções, como escalar Juninho no meio-campo, não devem ser cogitadas nem quando não há outra opção.

Mas a vitória foi conquistada, o que neste momento é fundamental. Dorival sabe que o tempo é curto e o calendário vai atropelar o Palmeiras se ele não encontrar soluções a curtíssimo prazo. O início foi muito bom, mas a etapa que se aproxima agora será ainda mais complicada: manter esta equipe, limitada tecnicamente, concentrada e motivada para buscar os resultados mais do que vitais para o ano do centenário não ser encerrado de maneira tétrica e vexatória.

O treinador palmeirense recebeu elogios nos primeiros dias de trabalho. A participação ativa nos treinamentos e a conversa coletiva e individual com atletas foram vistas com bons olhos por dirigentes e comissão técnica. E com uma equipe da estirpe do Palmeiras, que precisa superar diversas limitações com muita disposição tática e física, tal comportamento de Dorival Júnior será fundamental.

A realidade do Palmeiras continua muito difícil. Mas pelo menos neste momento, no tocante ao Campeonato Brasileiro, o pior tem boas chances de ser evitado. O resto, nevralgicamente vital, deve e precisa (agora) ser postergado.

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