Brasileiro/Futebol

Encruzilhada Alviverde

Palmeiras 2 x 1 Linense – 18/01/14 – Primeira rodada do Campeonato Paulista

Fernando Prass; Serginho, Henrique, Tiago Alves (Felipe Menezes) e Juninho; Marcelo Oliveira, Renato, Wesley (França) e Mazinho (Vinícius); Diogo e Alan Kardec.

Técnico: Gilson Kleina.

 

Palmeiras 1 x 0 Avaí – 06/08/14 – Jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil

Fábio; Wendel, Lúcio, Tobio e Victor Luis; Renato, Wesley (Marcelo Oliveira), Allione e Felipe Menezes, Leandro (Mouche) e Henrique (Bruno César).

Técnico: Ricardo Gareca.

 

Quase 7 meses separam as duas partidas acima. Ambas foram disputadas no Pacaembu e vencidas pelo Palmeiras. No entanto, a análise técnica e tática dos embates fica em segundo plano quando verificamos as escalações das equipes.

Um mesmo Palmeiras. Mas quase que totalmente diferente em pouco mais de 6 meses. Incongruências que insistem em dobrar um gigante em pleno ano do centenário. Uma nódoa de inaptidão que vergonhosamente é classificada como “planejamento” pela diretoria palmeirense e que é um dos principais indícios que evidenciam mais um momento difícil pelo qual passa o Alviverde na temporada.

São muitos os fatores que podem ser numerados para justificar a péssima temporada em 2014. No entanto, um erro já é recorrente há muitos anos no Palmeiras, independente da gestão que assume o clube: a desorganização.

Plantéis pessimamente elaborados, contratações precipitadas e mal planejadas, sintetizadas na maneira como os dirigentes administram os vínculos dos atletas: os que se destacam deixam o clube rapidamente e aqueles com desempenhos mais discretos firmam acordos longos, onerando não só o cofre palmeirense como o desempenho o resultado dentro das 4 linhas.

Escrever, citar, divagar ou opinar sobre os erros esmeraldinos tem sido mais do que repetitivo nos últimos anos, infelizmente.

No entanto, agora o Palmeiras está numa encruzilhada. Este é o momento de olhar para frente e simbolicamente, com a inauguração do Allianz Parque, passar a ter uma visão moderna, profissional e condizente com o gigantismo Alviverde, virtudes estas que concretamente – no sentido literal da palavra – serão representadas no novo estádio palestrino.

O caminho para atingir tal status pode ser trabalhoso, mas não é difícil. Ele só torna-se mais espinhoso pela constituição histórica e política do Palmeiras. Mas nada que um choque de competência e profissionalismo não resolva.

O Palmeiras vai completar 100 anos em poucas semanas.

O grande problema, infelizmente, é que a mentalidade centenária e arcaica de grande parte dos dirigentes acompanha o clube há no mínimo 3 décadas.

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