Copa do Mundo/Futebol

O fim do pesadelo

O futebol brasileiro está impotente. Fosse um campeonato nacional, de pontos corridos, todos contra todos, o Brasil estaria naquela espiral na qual muitos conhecem que leva a uma grande sequência de derrotas e a luta contra o rebaixamento.

Mas o pesadelo brasileiro só durou dois jogos. Depois da histórica surra aplicada pela Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, foi a vez da Holanda atropelar o time que vestia uma camisa que já foi cinco vezes campeã do mundo. E, sim, por mais que os dois primeiros gols não tenham sido legais, a vitória holandesa foi muito justa.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Porque novamente o que vimos foi um time apático, perdido, apostando em individualidades que não existem. David Luiz, o carismático zagueiro que foi um dos destaques brasileiros da Copa, correndo como um louco mas claramente sem saber o que fazer, era o grande exemplo. Foi graças a um erro de posicionamento dele que Thiago Silva foi obrigado a fazer a falta (que o juiz assinalou pênalti) que gerou o primeiro gol da Holanda. E foi dele o erro que fez a bola parar nos pés de Blind, que marcou o segundo. Em apenas quinze minutos.

Para sorte dos que torciam para o Brasil, a Holanda parou ali. Talvez pela tristeza de saber que poderiam estar na final, mas estavam na disputa do terceiro lugar, talvez por dó ao ver um time ser uma presa fácil. O fato é que os holandeses fizeram apenas o tempo passar. Antes do apito final, Wijnaldum ainda marcou o terceiro, fazendo justiça ao que foi apresentado durante o torneio e realçando as diferenças que existem entre os dois times na atualidade.

E reforçar o que já foi dito não só aqui, mas em qualquer outro local que tenha o mínimo de disposição a discutir o esporte seriamente. O futebol brasileiro precisa de renovação. Não de nomes, afinal, por mais que a campanha neste mundial tenha sido vergonhosa, é uma geração nova e com potencial para fazer melhor daqui a quatro anos. Mas é preciso uma renovação de ideias. De uma federação que pense o futebol brasileiro, não só a seleção. Que colabore com os clubes, que dê condições para que os jovens valores cresçam e se formem no Brasil. Que melhore o conceito de categoria de base, para que não tenhamos que descobrir novos David Luiz, Hulk, Diego Costa e outros quando já estiverem no auge de suas carreiras e sem identificação nenhuma com o futebol brasileiro. Que os clubes brasileiros possam fazer frente a elite do futebol mundial e não apenas fique passando vergonha por aí.

E que dê formação e estrutura para novos treinadores. Afinal, estamos procurando um sucessor para o ultrapassado Luiz Felipe Scolari e não temos um único nome que possa dar uma esperança de novas ideias e competitividade. Talvez Marcelo Oliveira. Talvez Cuca. Talvez. É pouco para um futebol tão rico em potencial e valores. E tão pobre em estrutura.

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