Futebol

O artífice de uma rivalidade

O mundo do futebol perdeu uma de suas maiores lendas nesta segunda-feira (7). Morreu Don Alfredo Di Stefano, lenda do River Plate, Millonarios e, especialmente do Real Madrid, onde disputou 371 jogos e marcou 307 gols nos onze anos que atuou com a camisa merengue, entre 1953 e 1964.

Sob sua batuta, o Real conquistou cinco Champions League, de maneira consecutiva, entre 1956 e 1960. Um recorde que dificilmente será alcançado. Também foram oito campeonatos espanhóis.

Foto: Arquivo Real Madrid

Foto: Arquivo Real Madrid

Também foi graças a Di Stefano que uma das maiores rivalidades do futebol mundial teve início. Foi em uma disputa pelo seu passe que Barcelona e Real Madrid começaram a se odiar.

Em 1952, o Millonarios, onde atuava Di Stefano, fez um amistoso contra o Real Madrid na capital espanhola. E o meia argentino teve grande atuação, marcando dois gols e liderando o time colombiano na vitória por 4 a 2. A direção do Barcelona, que acompanhou a partida, foi negociar o passe com o River Plate, detentor dos direitos econômicos. Mas o futebol argentino passava por uma greve geral e, por isso, Di Stefano estava jogando na Colômbia. O Real Madrid negociou direto com o Millonarios e começou aí uma luta sobre quem seria o verdadeiro detentor do passe do craque argentino.

Com uma forcinha da ditadura Franco, o Real Madrid conseguiu uma decisão que lhe favorecia. O governo espanhol decidiu que Di Stefano teria um contrato de quatro anos no qual jogaria em temporadas alternadas por Real Madrid e Barcelona. Os catalães não gostaram da conclusão e abriram mão do jogador. E a história foi escrita.

Antes, Alfredo Di Stefano foi um dos maiores ídolos do River Plate, onde disputou 66 jogos e marcou 49 gols. Pelo Millonarios, foram 102 partidas, comemorando 88 tentos.

Se foi um monstro em clubes, não teve a mesma sorte pelas seleções. Em uma época mais permissiva quanto a mudanças de federações, jogou apenas seis vezes com a camisa da Argentina e outras quatro pela da Colômbia. Conseguiu se firmar apenas na seleção espanhola, com 31 jogos e 23 gols marcados. Mas nunca teve a chance de disputar uma Copa do Mundo.

A saúde de Di Stefano, nascido em 4 de julho de 1926, vinha abalada nos últimos anos. Ele já sofrido um ataque cardíaco em 2013 e já usava um marca-passo desde 2005.

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