Copa do Mundo/Futebol

O furacão colombiano

Vários fatores explicam o sucesso da Colômbia nesta Copa do Mundo. Com a vitória maiúscula sobre o Uruguai por 2 a 0 no Maracanã, os cafeteros fizeram história ao conseguir a melhor campanha da história do país em mundiais.

O principal desses fatores sem dúvida é a grande atuação do camisa 10 James Rodriguez na competição. Dos onze gols colombianos no torneio, ele marcou cinco (artilheiro até o momento), além de ter dado duas assistências. Sua performance o credencia como melhor jogador da Copa até agora.

Foto: Getty Images

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Contra o Uruguai, ele foi decisivo. Em um jogo complicado, o meia do Monaco recebeu uma bola esquisita, matou no peito e surpreendeu todos no estádio com um chute fatal, sem chances para Muslera. Um dos gols mais belos da Copa. E decisivos, afinal, desmontou o bom trabalho tático e defensivo de Oscar Tabarez.

Mas o time colombiano é muito mais do que o seu camisa 10. Na parte ofensiva também conta com Cuadrado, o maior garçom da Copa até o momento, com quatro assistências, também em grande fase. Jackson Martinez e Teo Gutierrez não estão no mesmo nível do machucado Falcão Garcia, mas são bons atacantes a ponto de preocupar qualquer defesa do planeta. Caso queira uma mudança tática, o treinador Néstor Pekerman ainda tem Ibarbo, podendo transformar o time em um 4-2-3-1 (o que eu acho que vai ocorrer contra o Brasil, que vai buscar mais o jogo do que o Uruguai).

Foto: Getty Images

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A defesa, se não tem os melhores nomes, está sólida no mundial. Yepes e Zapata estão seguros e contam com o apoio dos volantes Sanchez e Aguilar, que também colaboram para uma maior liberdade dos dois laterais, Zuniga e, especialmente, Armero, pela esquerda.

A Colômbia não é um time que faz questão da posse de bola. Mostrou isso contra o Uruguai após abrir o placar, quando esperou o momento certo para encaixar o contra-ataque fatal, começando com Armero, que cruzou para Cuadrado, que colocou nos pés de James Rodriguez. O Uruguai estava entregue e eram apenas cinco minutos do segundo tempo.

Depois disso, o Uruguai foi bravo como sempre, mas sentiu a falta de seu principal jogador. Apesar de ter obrigado Ospina a fazer boas defesas, nunca pareceu ter tomado o controle do jogo em algum momento. A Colômbia controlou tanto o jogo que tinha até consciência de quando podia ser dominada.

E é por essa bola muito bem jogada que é possível dizer que a Colômbia é favorita contra o Brasil nas quartas de final, jogo que será disputado em Fortaleza na próxima sexta-feira (4). O time chega bem, com uma campanha perfeita (quatro vitórias em quatro jogos), com um craque decisivo e os coadjuvantes de boas atuações. O Brasil vem com os nervos em frangalhos contando com o peso da história e o fator casa, apesar da provável invasão colombiana ao nordeste brasileiro nos próximos dias. Quem sabe sem tanta expectativa, o Brasil de Felipão consiga jogar melhor.

Sobre o Uruguai, que a derrota no Maracanã liberte o futebol celeste do seu passado e que o bom trabalho de Oscar Tabarez consiga finalmente olhar para o futuro, sem a busca eterna por um novo Obdulio Varela ou um Schiafino.

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