Copa do Mundo/Futebol

Encerrando um dos traumas de 2010

Há quatro anos, Argentina e Nigéria também protagonizaram um dos jogos da primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul. Na ocasião, a Argentina venceu por 1 a 0, mas o destaque do jogo foi o goleiro Enyeama, responsável por várias boas defesas que impediram que Messi marcasse não só naquele jogo, mas em todo o restante da Copa. O gol da vitória argentina foi marcado pelo zagueiro Heinze, de cabeça.

Quatro anos depois, quis o destino que Argentina e Nigéria cruzassem seus caminhos de novo. Assim como há quatro anos, lá estava Messi com a camisa 10 albiceleste e Enyeama com a 1 da Nigéria.

Mas a eficiência de Enyeama não veio para o Brasil acompanhada da sorte. Logo aos três minutos, Di María acertou um balaço que acertou a cabeça do goleiro, a trave e voltou para o pé de Messi, que estufou as redes com o goleiro caído.

A Argentina não é só Messi. Para o bem e para o mal. No minuto seguinte, a sempre frágil zaga argentina permitiu que Musa empatasse a partida em um belo chute no lado esquerdo do ataque nigeriano.

A boa notícia para os hermanos é que Di María finalmente estreou. Se ainda não era o insinuante jogador que terminou a temporada no auge pelo Real Madrid, foi muito incisivo e importante durante a partida. Assim como Higuain, de constante movimentação e consciência de que, apesar de trajar a camisa 9, não era dele a responsabilidade de marcar os gols para sua equipe. Assumiu o papel de coadjuvante de Messi.

E Messi voltava a ver Enyeama impedir seus gols pela Argentina. Até o fim do primeiro tempo, quando teve duas chances em cobranças de falta. Na primeira, o goleiro nigeriano pulou no ângulo e defendeu. Na segunda, pouco antes do apito final, o camisa 10 colocou novamente no ângulo, mas dessa vez, sem chances para Enyeama.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Novamente, a vitória parcial argentina durou pouco. Logo na volta do intervalo, Musa deixou o placar igual mais uma vez, aproveitando os buracos deixados pela zaga argentina.

Os deuses do futebol quiseram que um dos jogadores mais questionados do elenco convocado por Alejandro Sabella decidisse o jogo. Marcos Rojo é um lateral esquerdo que nunca foi unanimidade pelas bandas do Rio da Prata. Ele, ao lado do goleiro Romero, são os principais alvos das cornetas albicelestes. Apesar disso, os dois são os melhores do terrorista setor defensivo argentino. E, do joelho de Rojo, a bola encontrou as redes de Enyeama pela terceira vez.

De forma definitiva, já que a Bósnia vencia o Irã com tranquilidade e deixou os nigerianos bem acomodados com a segunda vaga do grupo F.

O jogo só não terminou de maneira perfeita para os argentinos que fizeram de Porto Alegre uma extensão do seu país porque Aguero se machucou mais uma vez antes do fim do jogo. No seu lugar, entrou Lavezzi, que, bem como o titular, não acrescentou muita coisa em campo. Mas não precisou.

E quem faltava ter uma boa atuação nesta Copa do Mundo conseguiu a ter. Que venham as oitavas de final contra a Suíça.

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