Copa do Mundo/Futebol

O massacre laranja em Salvador

Nunca um campeão do mundo foi tão humilhado na Copa do Mundo seguinte. E, claro, nada vai apagar o título conquistado pela Espanha em 2010.

Mas não dá para não olhar para um holandês nesta sexta-feira (13) sem notar ao menos um gosto leve de vingança pelo ocorrido na África do Sul há quatro anos. Os 5 a 1 aplicados em Salvador na estreia dos últimos finalistas da Copa não estava nos melhores sonhos nem do mais otimista dos holandeses.

Especialmente porque a Espanha começou o jogo melhor. Pelo menos nos trinta primeiros minutos de jogo, quando La Roja, que vestia branco (uniforme tido como PÉ FRIO na Espanha), dominou o jogo. Teve volume de jogo com a bola rodando muito pela linha de três formada por Iniesta, Xavi e David Silva, que sempre procuravam o atacante Diego Costa. Em uma das poucas vezes que a transição final foi bem sucedida, o centroavante sofreu pênalti, convertido por Xabi Alonso.

Foto: AFP

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O problema é que a partir daí, nada mais deu certo para a Espanha. A Holanda acertou a sua defesa e anulou as peças ofensivas do adversário. E ainda deu liberdade para os seus craques aparecerem para decidir o jogo. Antes do intervalo, Van Persie marcou o primeiro golaço da Copa ao encobrir Casillas em uma bela cabeçada após cruzamento de Daley Blind.

Foto: AFP

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No segundo tempo, a Holanda encaixou ainda mais a marcação. De Vrij passou a acompanhar Iniesta de perto. Martins Indi e Vlaar anularam Diego Costa. De Guzman e De Jong fizeram companhia a Xavi e a David Silva.

Sem a posse de bola, a Espanha deu espaço para os talentos holandeses aparecerem. Primeiro com Robben, que deixou Sergio Ramos na saudade antes de virar o jogo. Depois, De Vrij aproveitou outra deficiência histórica dos espanhois, a bola aérea e fez 3 a 1.

E aí a Espanha entrou em parafuso. Casillas teve duas falhas grotescas e Van Persie e Robben fizeram mais um gol cada, completando o massacre, que poderia ser ainda maior, tamanha a impotência dos espanhois e a vontade de vencer dos holandeses, estimulada, segundo o técnico Van Gaal, pela liberação das visitas das mulheres dos jogadores na concentração nos últimos dias.

Foto: AFP

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Na outra partida do grupo, o Chile parecia que ia atropelar a Austrália. Em quinze minutos, Alexis Sanchez e Valdivia abriram 2 a 0 e os chilenos exerciam em campo o domínio visto nas arquibancadas, com a maioria vestida de vermelho.

Foto: Getty Images

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Aí o bom time comandado por Jorge Sampaoli relaxou. E a Austrália mostrou que não é um time tão ruim assim. Avançou a marcação, passou a controlar o jogo e chegou ao gol com o veterano Tim Cahill, de cabeça, antes do fim do primeiro tempo.

Na segunda etapa, os australianos viram que o monstro não era tão feio assim. Nem tão grande. Foram melhores na maior parte do tempo, exigindo boas intervenções do goleiro Bravo. Até conseguiram o gol de empate, em nova cabeçada de Cahill, mas este foi bem anulado pela arbitragem. Ressalte-se o bem, afinal, a Copa do Mundo tem sido um festival de erros dos apitadores e bandeiradores até o presente momento.

Mas os socceroos sofreram um castigo nos acréscimos, quando Beausejour aproveitou um rebote e fez o terceiro para o Chile. O resultado complica muito a vida da Espanha no grupo B da Copa. Na próxima rodada, os atuais campeões europeus e do mundo enfrentaram exatamente os chilenos e precisam desesperadamente da vitória. Caso percam, podem ser eliminados já na segunda rodada, se a Holanda confirmar o favoritismo contra a Austrália. Um empate vai obrigar La Roja tirar a diferença de seis gols no saldo na última rodada.

Foto: Getty Images

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A outra partida do dia foi válida pelo Grupo A, o do Brasil. O México sofreu para vencer Camarões pelo placar mínimo. Sofreu porque, além do time africano, enfrentou também a ruindade da arbitragem do colombiano Vilmar Roldán, que anulou dois gols legais de La Tri.

Ainda assim, o triunfo deixa o México em condições de sonhar com a classificação para a próxima fase. Vai enfrentar o Brasil na próxima rodada e deve decidir a segunda vaga do grupo contra a Croácia no último jogo da fase de grupos. O problema é saber que os dois gols mal anulados devem fazer falta, já que a Croácia deve vencer (e bem) Camarões antes do duelo decisivo.

Um pensamento sobre “O massacre laranja em Salvador

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