Música/Rock

Copa’n’Roll – O grupo argentino que não quer ser contaminado pelo dinheiro

O rock argentino é um dos mais importantes da América Latina. Muita gente importante saiu da terra de Maradona, que tem um público muito intenso e fanático pelo estilo musical. Tanto que escolher um nome só dentre tanta coisa boa como Soda Stereo, Fito Paez, Charly Garcia, Los Pericos, Attaque 77, Sui Generis, Divididos e muitos outros.

Então a escolha teria que ser por critérios mais subjetivos. Por isso, decidi pelo El Bordo, banda que tenho ouvido bastante nos últimos anos e que está com trabalho novo na praça. O grupo lançou em 2014 o seu sexto disco de estúdio, Hermanos.

Mas possui uma história já sólida em 16 anos de carreira. Começaram em 1998, quando os amigos Alejandro Kurz (voz e guitarra), Miguel Soifer (bateria) e Pablo Spivak (baixo) se reuniram para tocar em uma festa de escola. O nome El Bordo tem origem na marca de vinho Bordolino, que os integrantes do grupo costumavam tomar na adolescência.

No ano seguinte, o gaitista Leandro Kohon entrou na banda. Dois anos depois, após Ale Kurz machucar a mão e ficar impossibilitado de tocar por alguns meses, a banda ganhou mais um guitarrista, Guido Fantini.

Foi com essa formação que o El Bordo assinou com a gravadora Warner e gravou o seu primeiro álbum em 2002, Carnaval de las Heridas. Deste, saiu o primeiro grande hino da banda, Los Perdidos.

Em 2003, Fantini saiu da banda. No seu lugar, entrou Diego Kurz, irmão de Alejandro, para não mais sair. Lançaram Un Grito en el Viento em 2004 e conheceram o sucesso nacional dois anos depois, com El la Vereda de Enfrente, com hits com “Silbando una Ilusión” e a balada “Cansado de Ser”.

Apesar de estarem em uma grande gravadora (Warner), o El Bordo sempre foi uma banda independente. Tanto que atingiram o sucesso sem nenhum anúncio em rádios, jornais ou outro tipo de mídia. Mesmo o seu site na internet traz a manifestação do grupo contra o excesso de patrocínios no rock, porque o grupo crê que a arte não deve ser contaminada por interesses econômicos.

E, com esse espírito independente, o El Bordo seguiu com sua hecatombe de sucessos com Yacanto, de 2007. Deste álbum, saíram os clássicos “La Banda” e “El Regreso”.

Em 2010, o quinto álbum, Historias Perdidas, veio com cara de superprodução. “Siento”, a primeira música de trabalho, foi direto para o topo das paradas de sucessos argentinas.

Com tantos sucessos, era hora de lançar um álbum ao vivo. E ele veio em 2012, com Vivo en lo que Pensás. O trabalho foi o primeiro por uma nova gravadora, a Popart, também responsável pelo mais recente trabalho, o já citado Hermanos.

Discografia do El Bordo

2002 – Carnaval de las Heridas
2004 – Un grito en el Viento
2006 – En la Vereda del Enfrente
2007 – Yacanto
2010 – Historias Perdidas
2012 – Vivo en lo que Pensás (ao vivo)
2014 – Hermanos

Amanhã (1) é o dia de conhecermos uma banda da Bósnia. Acompanhe.

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