Futebol/Latinoamericano

El más grande seis anos depois

Foram seis anos de muito sofrimento. Entre o grande time campeão argentino em 2008, que era comandado por Diego Simeone e tinha em campo estrelas do porte de Falcão Garcia, Alexis Sanchez e Loco Abreu, e o esforçado time campeão argentino de 2013, muita coisa aconteceu. O River Plate conheceu a decadência, o inferno e o caminho para a reconstrução.

Neste domingo (18), o Monumental de Nuñez explodiu de alegria como poucas vezes na história. Os jogadores choravam em campo. O técnico Ramón Diaz chorava no banco. A torcida chorava nas arquibancadas. Sensações inesquecíveis de um presente que busca enterrar o passado recente para sempre.

Em campo, a missão tinha tudo para ser tranquila. Bastava uma vitória simples sobre o Quilmes para não depender de mais ninguém. E o triunfo veio fácil. Logo aos dez minutos de jogo, Cavenaghi fez o primeiro. Aos 24, o zagueiro Mercado marcou o segundo e a certeza do título já tomava conta do Monumental.

Foto: DyN

Foto: DyN

No segundo tempo, apenas uma formalidade completada com requintes de espetáculo, com mais três gols, marcados por Ledesma, novamente Cavenaghi e Téo Gutiérrez, o aniversariante do dia. Uma vitória sem sustos para selar de vez o retorno do maior campeão argentino ao rol dos principais clubes do país.

E foi melhor assim, com festa. Afinal, não foram seis anos fáceis. O rebaixamento em 2011 causou um trauma histórico no clube e a certeza da necessidade de uma ressurreição.

O millonario voltou ao caminho da grandeza pelas mãos de emblemas históricos do clube. A começar pelo técnico Ramón Diaz, o maior vencedor da história do River. Com ele no comando, la banda roja venceu o Apertura e a Libertadores em 1996, o Clausura, o Apertura e a Supercopa da Libertadores em 1997, o Apertura 1999, o Clausura 2002 e o Torneo Final 2014.

O capitão Fernando Cavenaghi foi um dos que sofreram com a queda em 2011. Voltou com o time em 2012, foi dispensado após o ascenso por problemas com o então presidente Daniel Passarela e com o então técnico Matias Almeyda, mas voltou no meio de 2013 para comandar a equipe formada por Ramón Diaz. E correspondeu, ganhando a braçadeira de capitão e sendo o artilheiro do time na campanha do título, com oito gols no campeonato, 99 com a camisa do River, dois no jogo decisivo e finalmente a taça nas mãos. Além de Cavenaghi, Maidana, Villalva, Chichizola, Funes Mori, Ledesma e Pezzella também foram rebaixados e ficaram até o título.

Foto: Olé

Foto: Olé

Ledesma é outro caso especial. O meio-campista estava prestes a se aposentar, mas foi convencido de que ainda não era hora e foi a referência no meio de campo, com seus estilo de marcador incansável. Outro que foi premiado com um golaço na partida do título.

Além do 35º título nacional, o River Plate também se garantiu na Libertadores de 2015. Voltará a La Copa após seis anos de ausência e dezenove distantes dos braços um do outro. A última vez que o Millonario levou a moça mais cobiçada da América para casa foi no já distante 1996. Mas conseguiu com o técnico Ramón Diaz e um grande ídolo usando a camisa 9 (Francescoli). A história pode se repetir.

Classificação do Campeonato Argentino – Torneo Final 2014

Um pensamento sobre “El más grande seis anos depois

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