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Há 20 anos sem Ayrton Senna

O ano era 1994 e eu, com apenas três anos de idade, nem imaginava quem era Ayrton Senna e o que ele representava para o Brasil na época. Mas uma coisa ficou muito marcada em minha memória até hoje, a tristeza de meus pais e irmãos mais velhos na manhã daquele domingo no GP de Ímola, na Itália. A fatídica curva Tamburello, naquele primeiro de maio, tirou a vida do maior ídolo da história do esporte brasileiro. (segundo pesquisa, divulgada hoje pelo Datafolha, na Folha de S.Paulo)

Ayrton Senna

Ayrton Senna, considerado o maior ídolo do esporte brasileiro. Foto: Divulgação

Senna nasceu em 21 de março de 1960, em Santana, Zona Norte de São Paulo. Começou sua vida no automobilismo, no kart, aos 4 anos de idade. Só em 1981, foi para a Fórmula 3 e, após dois anos de sua estreia nesta categoria, sagrou-se campeão. Com esse ótimo desempenho, três anos depois, o piloto brasileiro fazia seu primeiro grande prêmio na Fórmula 1, pela equipe Toleman, aqui no Brasil, em Interlagos. Em 1985, trocou de equipe e foi para a Lótus onde venceu seis GPs ao longo de três temporadas. Já em 1988, juntou-se a Alain Prost, um dos maiores rivais de sua carreira, na McLaren. Os dois pilotos, juntos, venceram 15 dos 16 GPs daquela temporada, da qual foi vencida por Senna, pela primeira vez.

Em 1989, o campeão foi Prost e no ano seguinte Senna voltou ao topo. Aqui cabe uma curiosidade, na decisão desses dois títulos os dois pilotos se envolveram em colisões entre si, ambas no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte, em 1991, Senna conquistou seu terceiro título, tornando-se o mais jovens piloto tri-campeão da história – recorde que permaneceu até 2012, quando o alemão Sebastian Vettel venceu seu terceiro título consecutivo.

Em 1994, Senna se transferiu para a Williams, equipe na qual morreu fazendo o que mais gostava.

Ayrton Senna sempre se destacou por ter um jeito arrojado de conduzir e pelos recordes de pole positions que deteve. Quando chovia, então, parecia que sua capacidade de pilotar melhorava. Senna se tornou o ‘Rei de Mônaco’, pois ainda detém o recorde de vitórias do GP, seis ao todo, e ainda hoje é o terceiro piloto mais bem sucedido de todos os tempos na história da Fórmula 1.

No vídeo a seguir, podemos ver a qualidade e o temperamento apimentado de Senna, ao fazer ultrapassagens:

 

Outra corrida que ficou marcada na história foi a de Interlagos, em 1991, da qual Senna terminou a corrida apenas com uma marcha, a sexta. O piloto terminou o circuito com enormes dores nos ombros e costas e quase não conseguiu levantar o troféu no alto do pódio, justamente, por ter segurado o carro ‘no braço’. Ao fim da corrida, Senna gritava de emoção pelo rádio comunicador, confira no vídeo abaixo.

 

Alain Prost e Senna protagonizaram uma das rivalidades mais impressionantes da história da Fórmula 1 e do esporte. Para entendermos que apesar das rusgas entre os dois o respeito permaneceu, vejam o depoimento de Prost, num especial do Esporte Espetacular, da Rede Globo.

 

Mais do que relembrar a batida de Senna, prefiro encerrar este post com uma grande homenagem da McLaren ao nosso ídolo. Confira e se emocione.

 

 

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