Basquete/Hall da Fama/NBA

Dr. J opera no Harlem e enterra na NBA

Se LeBron James, Kobe Bryant, Kevin Durant, Paul George, Blake Griffin e tantos outros jogadores da NBA são o que são hoje e encantam o mundo com suas enterradas espetaculares, é graças a um cara: Julius Erving, mais conhecido como “Dr.J”.

O “Doutor” foi um dos maiores jogadores de basquete da história e em 1993 foi eternizado no Hall da Fama da NBA. Atuou em duas ligas, a ABA (American Basketball Association), onde defendeu o Virginia Squires e o New York Nets; e a NBA (National Basketball Association), pelo Philadelphia 76ers. Pela ABA venceu dois campeonatos pelos Nets, em 1974 e 1976, temporada em que as duas ligas se fundiram. Ao ingressar na NBA, Erving foi comprado pelo Sixers, onde atuou de 1976 até 1987, quando se aposentou, e foi fundamental para a única conquista de título da história da franquia, em 1983. Combinados os pontos marcados nas duas ligas, Julius anotou exatos 30.026 pontos na carreira, o sexto maior pontuador da história, atrás de Kareem Abdul-Jabbar, Karl Malone, Michael Jordan, Kobe Bryant e Wilt Chamberlain.

Dr. J reinventou a arte de dar enterradas. Na foto, em ação pelo New York Nets Foto: Getty Images

 

 

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Rucker Park tradicional quadra onde ocorrem torneios no Harlem, em Nova York. Lá Dr. J já mostrava como cravar a bola com estilo. Foto: Wikipedia

 

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The Doctor voava em quadra. Era o Michael Jordan antes de Michael Jordan. Foto: Wikipedia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para muitos estudiosos, Dr. J foi o Michael Jordan antes de Michael Jordan. Agilidade, força e explosão eram as marcas de Julius em quadra. Trouxe das ruas do Harlem, onde disputava torneios no Rucker Park e “operava” milagres no ar, a imprevisibilidade de seus movimentos e, claro, sua marca maior: a cravada saltando da linha de lance livre.

 

 

Dr. J encantava o público e acumulou inúmeros títulos individuais, torneios de enterrada e indicações a MVP da temporada e dos playoffs. Mas faltava o anel de campeão da Liga. Larry Bird e os Celtics eram a pedra no sapato de Julius e os Sixers. Os dois times se enfrentaram nas finais de conferência em 1980, 1981,1982 e 1985, com vantagem do Boston Celtics. A única vitória do Philadelphia aconteceu em 1980, mas o Los Angeles Lakers de Magic Johnson e cia ficaram com o título da liga.

 

 

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Dr. J e Larry Bird protagonizaram duelos memoráveis. Foto: Getty Image

 

Em 1983, com o reforço do pivô Moses Malone, os Sixers avançaram mais uma vez à final da conferência e bateram o Milwaukee. Na grande decisão, mais uma vez o adversário seriam os Lakers de Magic. Mas Dr. J não se intimidou e liderou a equipe numa impressionante “varrida” no playoff final: 4-0.

 

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Na final de 1983, contra os Lakers, “varrida” dos Sixers e show de Dr. J Foto: Getty Images

O legado de Julius Erving para o basquete é precioso demais. E o reconhecimento de seus ex-times veio com uma das maiores homenagens, a aposentadoria da camiseta. Nos Nets (hoje Brooklin Nets), o número 32 usado por Dr. J foi aposentado, assim como o número 6 dos Sixers está imortalizado e não será mais usado por nenhum outro atleta.

 

 

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