Copa do Mundo/Futebol

Fala, Foto! – O Brasil finalmente é campeão

Jogadores comemoram a conquista do primeiro mundial do Brasil - Arquivo/LanceNet

Jogadores comemoram a conquista do primeiro mundial do Brasil – Arquivo/Lance!

Três sorrisos largos e um, de costas, também sorrindo do lado de lá. O camisa 10 da Seleção Brasileira, Pelé, emocionava-se com o primeiro título do Brasil na Copa do Mundo, em 1958. Ao seu lado, outros três gênios daquele time: Garrincha, Gilmar e Zito.

Finalmente o Brasil mostrava ao mundo o poder de seu futebol. Após a derrota na Copa de 1950, disputa em solo canarinho, em uma final histórica contra o Uruguai, e ter morrido nas quartas da Copa de 1954, o Brasil começava a levantar a cabeça entre as grandes seleções. O monstro do azar e das derrotas havia ficado para trás.

Em uma final contra a Suécia, anfitriã do evento, por 5×2 – placar jamais antes visto numa decisão de Copa do Mundo -, os jogadores puderam respirar aliviados. Pelé, um moleque de 17 anos já mostrava ao mundo a que veio. E fez história.

Garrincha, o jogador das pernas tortas, também despontava para o sucesso, em um período em que nem imaginava que sua vida seria arrancada pelo vício no álcool.

Neste mundial, o Brasil teve a chance de mostrar uma nova fórmula futebolística ao planeta, sob o comando de Vicente Feola. Para espantar de vez o mau agouro, o time foi a campo com uma formação diferente: Zito, Pelé e Garrincha entraram nos lugares de Dino, Mazzola e Joel. Junto do cerebral Didi, do astuto Zagalo e do vigoroso Vavá, os infernais Pelé e Garrincha formavam um ataque irresistível. E dá-lhe, Brasil!

Garrincha entortava os adversário, enquanto Pelé carimbava as traves e dava trabalho aos goleiros. Perto da final, ninguém tinha mais dúvida de que o Brasil era favorito ao título. Nem os suecos.

Então, no dia 29 de junho, depois da goleada sobre os anfitriões, os jovens jogadores puderam chorar e comemorar o fim da era das cabeças baixas em seu país.

Enquanto centenas de milhares de pessoas saíam às ruas num carnaval improvisado, o rei da Suécia, Gustavo VI, entregava a taça Jules Rimet a Bellini, na tribuna de honra do estádio Rasunda. O capitão segurou o troféu de ouro com as duas mãos e o ergueu em direção ao céu. O Brasil sagrava-se, enfim, como um dos grandes.

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