Copa do Mundo/Futebol

Pátria amada, Espanha!

A queda de braço entre CBF e Federação Espanhola de Futebol sobre quem ficará com o atacante na Copa-2014 foi vencida pelos atuais campões mundiais. O atacante, que já havia declarado sua preferência por defender o país que o acolheu e lhe deu condições de se desenvolver e se destacar no futebol, rejeitou oficialmente a convocação feita por Felipão para os amistosos contra Honduras e Chile, nos dias 16 e 19 novembro.

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Federação Espanhola de Futebol comemora decisão de Diego Costa.
Imagem: Reprodução/Twitter

Diego Costa foi relacionado pelo treinador brasileiro, junto com outros quatro jogadores, em uma lista anunciada por antecipação. Os demais convocados ainda serão revelados nos próximos dias. O que causa estranheza é que Felipão e a assessoria de imprensa da CBF caíram em uma pegadinha de uma rádio espanhola, onde um humorista se passou pelo presidente do Atlético de Madri, clube por onde jogo Diego. Na conversa, o suposto dirigente queria esclarecimentos do técnico sobre a utilização de Diego Costa na Copa do Mundo, o que foi confirmado por Scolari. A cagada estava feita e, para não piorar a situação, o treinador antecipou alguns nomes para os últimos amistosos do ano, uma forma de se blindar em caso de sucesso do jogador com a camisa espanhola na Copa que será disputada no Brasil.

Diego agradeceu a oportunidade, mas reforçou que vestirá a camisa da Fúria no próximo mundial. Mais uma vez, para não ficarem com cara de tacho, Felipão, Parreira e o presidente da CBF, José Maria Marin, anunciaram nesta terça-feira que o atacante estava desconvocado, evocando um forçado mantra de traição à pátria…

Sinceramente, Felipão havia convocado Diego Costa uma vez e depois esqueceu o jogador, que só voltou à mira da CBF porque a Espanha se manifestou interessada na convocação do jogador de dupla cidadania. Agora a cúpula da CBF vem com esse papo porque não pode perder o grupo que já está quase fechado e que chorou ao cantar o Hino Nacional na final da Copa das Confederações, esse ano. A “Pátria de Chuteiras” estava de volta e quem não quisesse honrá-la estaria fora, um discurso ultrapassado.

Sem nunca ter jogado profissionalmente no Brasil, Diego Costa tem todo o direito de escolher qual seleção defenderá. Afinal, para ele, La Patria és Roja.

* Thiago Barbieri é jornalista, esportista e apaixonado por música, e assina a coluna “Tabelinha com o Barba” no Fut ‘n’ Roll. No twitter, ele é o @ThBarbieri

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