Rock

Uma das pedras fundamentais do grunge

Em 27 de agosto de 1991, o grunge começaria a viver o seu auge. Nesta data, o Pearl Jam lançava o seu álbum de estreia e colocava de imediato o seu lugar na primeira fila dos grandes do rock mundial na década de 1990.

Foto: Divulgação

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Hoje é fácil falar de Ten. Das onze músicas, três viraram single (“Even Flow”, “Alive” e “Jeremy”) e pelo menos outras duas (“Black” e “Oceans”) tocaram bastante nas rádios da época.

Mas Ten demorou para se tornar o sucesso que é. Apenas em maio de 1992 o disco chegou ao segundo lugar na parada da Billboard e manteve nas paradas até 1993. Até hoje, em todo o planeta, já vendeu mais de 90 milhões de cópias.

O Pearl Jam consolidou sua carreira depois disso, mas nunca mais concebeu outra obra prima como Ten. O álbum tem incontáveis citações, como estar entre os 500 melhores álbuns de todos os tempos pela Revista Rolling Stone e na lista dos 200 discos definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Fora os 13 discos de platina recebidos nesses 20 anos.

O disco em si trata de temas obscuros. As músicas falam de depressão, suicídio, solidão e assassinato. Muito pela relação do vocalista Eddie Vedder com o pai, que descobriu quem era apenas aos 17 anos, depois da morte do mesmo. O sujeito que passou toda a infância achando que era seu pai, na verdade, era seu padastro. Essa, por exemplo, é a história da música “Alive”.

“Jeremy”, outra canção de sucesso, também foi composta após um momento triste. Ela foi inspirada pela história real de um estudante do ensino médio que atirou em si próprio na frente dos colegas de classe.

O sucesso do disco também afetou o comportamento do grupo na época. Com o Pearl Jam tocando em todas as rádios, além da superexposição na MTV (“Alive” ganhou o prêmio de melhor vídeo de rock alternativo em 1992), o grupo começou a brigar com a mídia e a rejeitar a fama, problema solucionado só depois de mais ou menos 15 anos.

A principal consequência na época é a recusa de todo o grupo a gravar um videoclipe para a música “Black”, o que gerou revolta nos diretores da gravadora. E a MTV só pôde exibir a versão acústica da música.

Menos de um mês depois, o Nirvana lançaria Nevermind, outra pedra fundamental para o grunge e o rock dos anos 1990. E a história se encarregaria do resto.

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