Rock

Rock para festejar

Neste sábado, 13 de julho, o Brasil comemora o que chama de Dia Mundial do Rock. Como o Fut ‘n’ Roll já contou essa história, a Fut ‘n’ Corp se reuniu em assembleia extraordinária e cada um escolheu algo que gosta sobre o tema para desenvolver sobre isso.

Eu, Thomaz Molina, enquanto gorilão da bola azul da equipe, já vou com os dois pés no peito e selecionei os dois melhores álbuns já feitos na história da música.

O primeiro é London Calling, trabalho de 1979 do The Clash, que mostrou ao mundo que os punks também sabem fazer música de qualidade. Tanto que, neste álbum não existem elementos marcantes apenas do punk rock, mas também do rockabilly, do ska, do jazz, do reggae e do soul.

The-Clash-London-Calling

Mais do que isso, London Calling foi a primeira manifestação artística sobre o novo cenário que sociedade inglesa vivia, o início da era Thatcher. E mostrou aos que diziam que o rock estava morrendo no fim da década de 1970 que a coisa não seria bem assim

E conseguiu tudo isso sem ser ‘cabeçudo’, intelectualóide demais, com músicas longas e entediantes. Um puta álbum. Como é impossível eleger uma favorita, segue inteiro.

1979 foi o ano da salvação do rock. Afinal, o segundo álbum selecionado é do mesmo ano. Com a disco music predominando, o rock tinha seus alicerces no AC/DC e no Clash, que viviam o auge criativo, o Queen, que já buscava se reinventar, e no Van Halen, então uma banda promissora em busca da sua grande obra.

Se London Calling foi a demonstração de que havia boas cabeças pensantes no rock, Highway to Hell, do AC/DC, foi a demonstração da alegria em fazer música.

Highway-To-Hell-ACDC

 

Manteve o peso habitual, mas com guitarras mais limpas, explicitando o lado blueseiro do grupo, letras baseadas sempre em mulheres e festas e melodias tão básicas como alucinantes. São dez faixas que mais parecem uma coletânea de greatest hits. Mas é apenas um grupo de amigos se divertindo. 

Infelizmente, Highway do Hell foi o último álbum do AC/DC com Bon Scott nos vocais. Mas a banda seguiu com um vocalista tão bom quando, Brian Johnson. E álbuns tão geniais quanto Highway do Hell, como Back in Black.

Santana, o mexicano que conquistou os americanos com um rock mágico e audacioso

Por Thiago Barbieri*

Extasiado. Assim eu me senti a primeira vez que ouvi os riffs e acordes de Carlos Santana na guitarra, em meados dos anos 1980. O mesmo sentimento se repete até hoje cada vez que toca uma música deste ícone do Rock mundial. O cara criou um estilo próprio e muito peculiar, misturando as influências latinas de sua infância no México com a modernidade da música eletrônica, sem perder a essência roqueira. A paixão com que ele dedilha as cordas transborda da guitarra e atinge em cheio quem acompanha a carreira de Santana, incluído no Hall da Fama do Rock em 1998. 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Filho de um mariachi, Carlos começou a tocar guitarra aos 8 anos. Aos 19, quando já morava nos Estados Unidos, formou a Santana Blues Band, nome posteriormente encurtado para Santana. Seus trabalhos são marcados por grandes parcerias. Steven Tyler, Maná, Rob Thomas, Michelle Branch, Eric Clapton, Joss Stone, Seal, David Mathews são alguns nomes com quem o guitarrista dividiu os palcos e estúdios. Para este dia do Rock, escolhi “Black Magic Woman”, single de 1971. Aproveitem sem moderação!

* Thiago Barbieri é jornalista e assina a coluna “Tabelinha com o Barba” no Fut ‘n’ Roll. No twitter, ele é o @ThBarbieri

Rock-retrô viajante

Por Priscila Tieppo**

O rock ainda respira. Nos últimos tempos, era difícil achar uma banda interessante, inovadora, que pudesse conquistar os saudosos do rock setentista e, ao mesmo tempo, os atuais indies. Até que nasceu, sob comando de Kevin Parker, em 2007, a australiana Tame Impala.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A banda ainda não é muito conhecida aqui no Brasil, mas já entrou para a história. Seus dois e únicos discos já foram bastante premiados e aclamados por críticos do mundo todo. Entre as citações: melhores singles, melhor show e atração mais aguardada do festival indie Coachella deste ano.

Repetindo o feito do disco de estreia, chamado “Innerspeaker” (2010), o segundo álbum “Lonerism” foi eleito o melhor de 2012 por várias publicações, entre elas a revista “Rolling Stone” americana.

Parker é, também, gênio. Nos dois álbuns, ele toca quase todos os instrumentos (mas nos créditos é guitarrista e vocalista), além de  gravar e mixar as músicas sozinho, em casa. O som resgata o rock  psicodélico dos anos 60/70, com nuances eletrônicas. É indie, mas diferente de todas as referências do cenário. E viajante.

Não só pelos títulos, não só por seu frontman ser um espetáculo à parte e nem pelos rostinhos “bonitinhos”. O rock do Tame Impala merece ser conhecido por sua inovação no segmento, que colecionava, até então, o mais do mesmo. E se gostar, há a oportunidade de vê-los ao vivo em São Paulo e no Rio de Janeiro em outubro deste ano.

**Priscila Tieppo é jornalista e assina a coluna Dedo de Moça no Fut ‘n’ Roll. No twitter, ela é a @ptieppo

Um pensamento sobre “Rock para festejar

  1. Pingback: Sexta’n’Roll – Santana faz parceria inédita com Skank em novo disco | Fut 'n' Roll

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