Futebol

Os meninos de Felipão cumpriram a missão fundamental

A seleção brasileira apresentou na semifinal da Copa das Confederações a sua pior atuação no torneio. Boa parte disso se deve aos méritos do técnico uruguaio, Oscar Tabárez, que pediu para os orientais marcarem impiedosamente Neymar e companhia. Na saída de bola brasileira, os atacantes Cavani e Suárez já davam a primeira mordida. Se a bola chegasse a Luiz Gustavo ou Paulinho, lá havia uma linha de três homens, com Forlán, Cristian Rodriguez e Álvaro Pereira para separar o time brasileiro, meio que isolando Neymar, Oscar e Hulk.

Melhor postada em campo, a celeste ameaçou cometer o crime com pouco mais de dez minutos, quando David Luiz resolveu vencer Lugano por IPPON e derrubou o capitão uruguaio dentro da área. Para sorte dos brasileiros, Forlán mostrou que já assimilou o ar de displicência nacional no Internacional de Porto Alegre e bateu fraco, no canto esquerdo de Julio Cesar, que fez uma bela defesa.

ForlanxJulioCesar

Apesar disso, o Uruguai seguiu melhor em campo, perdendo mais uma boa chance com o mesmo Forlán e, mais do que isso, impedindo o Brasil de jogar. Encaixotado, apenas uma individualidade poderia melhorar a situação para os donos da casa.

E ela veio em dobro aos 40 minutos de jogo. Paulinho emulou Gérson e acertou um belo lançamento para Neymar, que se livrou dos zagueiros e bateu em cima de Muslera. No rebote, Fred, de canela, abriu o placar.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O problema é que a vantagem não durou muito. Logo aos dois minutos do segundo tempo, Thiago Silva deu razão a Joey Barton e mostrou que faltou nas aulas de virilidade para zagueiros e achou que estava no Barcelona, tentando tocar a bola dentro da própria área. Mas o passe foi nos pés de Cavani, que não perdoou e deixou tudo igual.

Com o apoio da torcida, o Brasil partiu para o ataque e passou a rondar a área de Muslera, mas sem muita eficiência. O Uruguai especulava em contra-ataques, cada vez menos frequentes com o passar do tempo. Em uma das tentativas de catimba uruguaia, Neymar mostrou maturidade e mandou um beijo para Álvaro Gonzalez após receber uma provocação na bandeira de escanteio.

O clima de romantismo talvez tenha inspirado o camisa 10 brasileiro, que bateu o escanteio na cabeça de Paulinho, que aproveitou uma das saídas esquisitas de Muslera para fazer o gol da vitória. A Celeste Olímpica ainda se debateu um pouco, mas estava entregue.

Mas o maior problema do Brasil não foi a má atuação em si. Foi o discurso de Felipão após o jogo, criticando quem aponta os erros existentes no time, como se não tivesse sido pressionado e até dominado pelo Uruguai em boa parte do jogo. De positivo, a maturidade de uma equipe jovem, que não se desesperou em nenhum momento e buscou a vitória sem cair na pressão de um adversário mais experiente.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

No fim das contas, a missão fundamental, que era formar um time competitivo, está cumprida, independente do resultado da decisão de domingo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s