Futebol

O início de uma nova hegemonia

Pela primeira vez na história duas equipes alemãs decidiriam a Champions League. Mas Bayern e Borussia Dortmund entraram em campo em situações distintas.

Foto: Tom Jenkins/The Observer

Foto: Tom Jenkins/The Observer

O Borussia Dortmund chegava à sua segunda final, voltando a decidir o principal torneio de clubes europeus depois de 16 anos (foi campeão em 1997). Chega como azarão, especialmente com o destaque do seu principal jogador, Götze, vendido ao próprio Bayern e que teve uma no mínimo apropriada contusão muscular.

Já o Bayern chegava à sua terceira final em quatro anos. O problema é que saiu derrotado das outras duas, para Inter de Milão, em 2o10, e para o Chelsea, num momento triste para o futebol, em 2012. Favorito pela experiência do seu elenco e pelo investimento feito. Mas com uma pressão monstro nos ombros, afinal perder três finais em quatro anos abala qualquer um.

Mas a pressão atrapalhou os bávaros, ao menos no início do jogo. O Bayern sofreu com a marcação sob pressão no campo de ataque do Borussia e apelava para chutões na direção do ataque, coisa rara na temporada. O time de Dortmund dominou as ações, obrigando Neuer a trabalhar mais em 15 minutos do que nos 180 contra o Barcelona.

Foto: Kicker

Foto: Kicker

O Borussia já tinha obrigado Neuer a fazer quatro boas defesas quando finalmente o Bayern conseguiu encaixar o seu jogo. Aos 26 minutos, usou sua principal arma, a bola aérea, para ameaçar o gol de Weindefeller por duas vezes, com Mandzukic e Javi Martinez.

A partir daí, o Bayern passou a criar mais chances. Robben, pra variar, perdeu um gol cara a cara com o goleiro rival. E o jogo se equilibrou. Antes do intervalo, Neuer fez mais uma boa defesa enquanto Robben perdeu mais um gol feito. Apesar do bom jogo, o placar foi virgem para o intervalo.

Foto: Michael Dalder/Reuters

Foto: Michael Dalder/Reuters

No segundo tempo, a partida foi mais truncada. Os goleiros não trabalharam tanto e a partida se tornou parecida com um jogo de xadrez.

Até os 15 minutos do segundo tempo, quando Robben recebeu mais um passe na cara de Weidenfeller. Mas, ciente da sua capacidade de desperdiçar gols em decisões, dessa vez apenas cruzou para Mandzukic abrir o placar.

Foto: Alex Livesey/Getty Images

Foto: Alex Livesey/Getty Images

Com a vantagem no placar, o Bayern tentou tocar mais a bola, mas o Borussia voltou a ter a mesma volúpia ofensiva do início do jogo. E, aos 22 minutos, Reus fazia boa jogada pela esquerda até ser abalroado por Dante, que deu uma joelhada na barriga do rival. Pênalti, devidamente convertido por Gundogan.

Foto: Kicker

Foto: Kicker

A partir daí, o jogo se abriu. O Borussia Dortmund passou a ter mais posse de bola, mas o Bayern se tornou perigoso nos contra-ataques. Robben, claramente com medo de chutar a gol, perdeu a chance do segundo já sem goleiro.

O jogo estava excelente, uma das melhores finais da história, merecendo uma prorrogação. Até que Robben, o homem que perde gols em decisões, que tem medo de chutar bolas importantes, se viu mais uma vez diante de Weidenfeller. Dessa vez, contrariando todos os críticos e o seu próprio retrospecto pessoal, não teve medo de chutar.

E o chute deslocou o goleiro adversário e colocou o segundo chucrute no prato do Borussia Dortmund. Aos 44 minutos do segundo tempo, no fim do jogo, como foram as doloridas derrotas do Bayern em 1999 e em 2012.

Foto: Alex Livesey/Getty Images

Foto: Alex Livesey/Getty Images

Pela primeira vez no dia, a muralha amarela de torcedores do Borussia se calara. Sabiam que era tarde demais para uma reação. E foi mesmo.

Foto: Marca

Foto: Marca

Depois de duas derrotas nos últimos três anos, o Bayern volta a ser campeão europeu. Título justo, mantendo a escrita que vem desde 2008 de que só ergue a taça quem elimina o Barcelona.

E Robben, de reserva nas oitavas de final, se tornou o herói improvável do Bayern. Retomou a posição com a contusão de Toni Kroos nas quartas de final e foi protagonista na semifinal, além de responsável direto pelo título, com um gol e uma assistência. Os gols perdidos durante o jogo e o pênalti perdido na decisão do ano passado já são história. Robben está na história do Bayern.

Campeão europeu pela quinta vez, o Bayern pode começar uma nova hegemonia no futebol mundial. Na próxima temporada, contará com o técnico mais badalado do planeta, Pep Guardiola, que vai trabalhar com um time no auge e a pressão de que qualquer outro resultado que não seja o mesmo conseguido por Jupp Heynckes nesta temporada será pouco.

Foto: Alex Grimm/Getty Images

Foto: Alex Grimm/Getty Images

2 pensamentos sobre “O início de uma nova hegemonia

  1. Pingback: A nova e dura realidade do Borussia Dortmund | Fut 'n' Roll

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