Futebol

Tabelinha com o Barba – A seleção não pode abrir mão do talento de Ronaldinho

Por Thiago Barbieri*

Quem acompanhou a carreira de Ronaldinho Gaúcho viu o jovem talento revelado pelo Grêmio brigar na Justiça com o clube de coração para ir ao PSG, não o time milionário de hoje, mas uma equipe que apostou no dentuço como principal estrela. R10 brilhou e logo foi para o Barcelona, onde viveu a melhor fase da vida. Multicampeão, esbanjava talento, habilidade, explosão e genialidade, melhor do mundo. Foi aplaudido de pé pela torcida que lotava ao Santiago Bernabéu depois de arrasar o rival Real Madrid. No Milan teve lampejos, mas já sinalizava o declínio. Seu grande feito foi ser ovacionado pela torcida do Barça em um confronto de Champions. A seleção já não era companheira ideal e o jogador passou a ser mais fiel às noitadas.

Foto: Francisco Silva/AgNews

Foto: Francisco Silva/AgNews

Depois de negociar com o Palmeiras e ter a festa de apresentação montada no Olímpico pelo Grêmio, Ronaldinho acertou com o Flamengo. Seria uma grande jogada de marketing, aliada a uma tremenda qualificação no elenco rubro-negro. Um título carioca logo nos primeiros meses de clube animaria a torcida, mas aí veio o Brasileirão, jogos mais disputados, adversários mais difíceis, e o Flamengo não repetiu o sucesso. Ronaldinho cada vez menos encantava, recebia duras críticas pela falta de brilho e entrou em disputa publicamente com o clube para receber os milhões de salários atrasados. Seria o fim de uma carreira meteórica. O Gaúcho era visto como um ex-jogador em atividade, com menos de 30 anos, desmotivado e sem força para voltar a brilhar.

Foto: Cleber Mendes/Lancenet

Foto: Cleber Mendes/Lancenet

Numa dessas negociações repentinas do futebol, foi anunciado pelo Atlético Mineiro. Com a camisa 49, em homenagem à mãe, Ronaldinho não repetiu as atuações dos tempos de Barcelona, mas mostrava sinais de recuperação. Longe das baladas e preocupado com a forma física, logo se identificou com a torcida e ajudou o Galo a se classificar para a Libertadores de 2013, um feito que o clube não conseguia havia 13 anos. No começo da temporada, o Atlético, que quase conquistou o DILMÃO 2012, manteve a boa base e contratou novamente o atacante Diego Tardelli, que já tinha brilhado com a camisa alvi-negra.

O time superou as expectativas e vem mostrando o melhor futebol do país. Com apresentações de gala do quarteto ofensivo, com Tardelli, Jô, o jovem Bernard e Ronaldinho. Os ares de Minas Gerais fizeram muito bem ao R10. Motivado, alegre e entrosado com o grupo, vem sendo o maestro do time no virtual título Mineiro e na belíssima campanha na Libertadores.

Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Hoje dificilmente algum torcedor deixa Ronaldinho de fora de qualquer escalação dos sonhos para a Copa do Mundo do ano que vem. E por tudo o que ele vem fazendo nesta temporada, a seleção, que não brilha há muito anos, não se pode dar ao luxo de abrir mão de um nome como o do Gaúcho. Se o Felipão conseguir manter o nível de motivação do camisa 10 com a amarelinha, com certeza ele será o grande comandante do time dentro de campo e, principalmente, vai dividir com Neymar a responsabilidade de levantar o Hexa em casa.

* Thiago Barbieri é jornalista e assina a coluna “Tabelinha com o Barba” no Fut ‘n’ Roll. No twitter, ele é o @ThBarbieri

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