Futebol Americano/Hall da Fama/NBA

Tabelinha com o Barba – 50 anos de Michael Jordan

Por Thiago Barbieri*

Eu tinha 10 anos quando Michael Jordan liderou o Chicago Bulls rumo a seu primeiro título da NBA, em 1991. Naquela época eu jogava basquete – joguei dos 7 anos de idade até os 21, até ter de operar o joelho e interromper o sonho de ser um profissional. Hoje pratico pelo amor ao esporte e por fazer bem ao corpo e, principalmente, à alma – e acompanhava a liga americana com o mesmo fanatismo que assistia aos campeonatos de futebol. Como todos os fãs dos Bulls, eu fazia questão de usar o imponente uniforme com o número 23 às costas e colecionava cards da NBA. Claro que os do Jordan eram “invendáveis, imprestáveis e introcáveis”, como diria o ex-presidente do Corinthians Vicente Matheus, e continuam muito bem guardados no meu arquivo pessoal.

Foto: Thiago Barbieri

Foto: Thiago Barbieri

M.J. surgiu para o basquete em 1981, jogando pela Universidade da Carolina do Norte, e três anos depois já foi eleito o novato do ano na NBA, jogando pelo Chicago Bulls. Em 1985, Jordan brilhou na final do campeonato de enterradas do All Star Game, mas perdeu o título para Dominique Wilkins, do Atlanta. Em 1987 e 1988, no entanto, Michael “Air” Jordan desafiou a gravidade e mostrou toda sua categoria para faturar o bicampeonato.

Os anos passaram e Jordan continuou dando show nas quadras e fazia lances
inacreditáveis em jogos decisivos. Era uma espécie de “Messi” do basquete, se
compararmos com o futebol de hoje em dia para os mais novos. Mas Jordan está para o basquete assim como Pelé está para o futebol. O cara fazia os movimentos com tanta naturalidade que parecia fácil.

Mas na verdade, nada foi fácil para o eterno 23 dos Bulls. Jordan era um líder em todos os sentidos. Treinava mais do que todos, dava exemplo para os companheiros de time, não fugia das responsabilidades e chamava sempre as bolas decisivas para ele, mesmo quando falhava, o que aconteceu poucas vezes na carreira. À medida que o tempo passava, Jordan tornava-se mais completos em todos os fundamentos. Não bastava ter explosão para fazer grandes enterradas, era preciso aperfeiçoar os arremessos de longa distância e a marcação. Assim, Jordan se tornou um dos maiores defensores da história da NBA. Depois do título de 91, Jordan comandou o Chicago por mais duas temporadas vitoriosas. Com o tricampeonato garantido, resolveu atender a um antigo desejo de seu pai, falecido em 94, e foi se aventurar no baseball, mas a experiência não durou muito.

Jordan retornou ao Chicago Bulls no fim da temporada 1994-1995 e, jogando com a camisa 45, ajudou o time a se classificar para os playoffs. No mata-mata, a franquia decidiu devolver o número 23 que havia sido aposentado ao ala-armador, mas o Chicago perdeu nas semifinais da conferência Leste para o Orlando Magic de Shaquille O’Neal.

Na temporada seguinte os Bulls foram reforçados por Dennis Rodman. O bad-boy, ao lado de Jordan e Scottie Pippen, formou o trio que comandou um novo tricampeonato consecutivo para Chicago. Jordan foi eleito MVP (melhor jogador das finais) nos três anos, de 96, 97 e 98. Neste documentário abaixo, você acompanha toda a trajetória do melhor jogador de basquete de todos os tempos, com o foco na temporada de 1998. Eu vibrei tanto com os seis títulos do Chicago como com todos os títulos do Corinthians.

Michael Jordan ainda participou em dois Jogos Olímpicos, ganhando a medalha de ouro em ambos. Primeiro foi em Los Angeles, 1984, derrotando a Espanha na final ainda como universitário, e posteriormente, em 1992 em Barcelona, liderando a Dream Team original, provavelmente a melhor equipe de basquete da história. A equipe contava com lendas como Magic Johnson e Larry Bird, juntamente com estrelas atuais como Scottie Pippen, Charles Barkley, Karl Malone, David Robinson, John Stockton, Patrick Ewing, Clyde Drexler.

Jordan anunciou a aposentadoria em janeiro de 1999. Em 2000 virou executivo do Washington Wizards, e em 2001 expressou interesse em voltar às quadras. Jogou duas temporadas para o Wizards antes de se aposentar de vez em 2003.

* Thiago Barbieri é jornalista e assina a coluna “Tabelinha com o Barba” no Fut ‘n’ Roll. No twitter, ele é o @ThBarbieri

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