Futebol

Tabelinha com o Barba – A revolução que o Brasil precisa começa com Pep

Por Thiago Barbieri*

Desde o anúncio da demissão de Mano Menezes, muitos nomes têm sido especulados como favoritos a ocupar um dos cargos mais cobiçados do mundo. Muricy Ramalho, Abel Braga, Tite, Felipão, Luxemburgo são os principais candidatos a novo técnico da seleção brasileira. Há tempos o Fut´n´Roll vem acompanhando o trabalho de Mano à frente do Brasil e mostrando os problemas na reformulação do time que vai brigar pelo Hexa em 2014.

Se a queda tivesse ocorrido logo após os fracassos na Copa América, ou na Olimpíada de Londres, ninguém reclamaria. O problema é que o presidente da CBF resolver fazer jogo político quando Mano começava a dar uma cara à equipe, com um esquema tático definido e uma base que se desenhava interessante para a Copa.

O que você tá falando aí? (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

 

Daniel Alves, Thiago Silva, David Luis, Marcelo, Ramires, Paulinho, Kaká, Oscar, Lucas e Neymar pareciam estar garantidos no mundial. Pelo menos o time titular já era possível de se imaginar, com a dúvida sobre a utilização de um 9 de ofício ou não. Particularmente gosto de times com um 9 fixo, mas a movimentação intensa do esquema flutuante é uma opção muito boa e que tem sido bem usada por alguns times no mundo, como o Barcelona e o Corinthians campeão da Libertadores, por exemplo.

Enfim, José Maria Marin acabou com a trajetória de Mano para enfraquecer Andrés Sanchez, postulante a candidato à presidência da CBF, que ganhou poder graças às ligações com Ricardo Teixeira. Por vias tortas, o atual presidente da CBF pode ser o responsável por recuperar o prestígio, o respeito e o futebol da Seleção Brasileira.

Se Marin seguir a opinião da torcida, mostrada em diversas enquetes, Pep Guardiola deve assumir o comando do Brasil. Eu também defendo a contratação do treinador que levou o Barça às maiores conquistas nos últimos anos e compartilho aqui a carta aberta feita pelo jornal Lance! a respeito do assunto.

Sempre nos braços do povo (Foto: Getty Images)

Adepto de um um esquema ofensivo, de toque de bola rápido, Pep sempre disse que fez no Barcelona de Messi, Iniesta e Xavi o que aprendeu vendo o Brasil jogar. O treinador já manifestou o interesse em dirigir a seleção pentacampeã. Todos os técnicos brasileiros mencionados no começo do post têm amplas condições de comandar a seleção, mas não devemos entrar na onda do discurso que estrangeiro não serve para a seleção brasileira. O argentino Rúben Magnano recuperou o basquete nacional ao levar a seleção para disputar uma Olimpíada novamente, depois de quase duas décadas de decepções nas quadras. Pep Guardiola pode repetir o feito no futebol e ajudar o Brasil a fazer uma Copa do Mundo digna de Brasil.

*Thiago Barbieri é jornalista e assina a coluna “Tabelinha com o Barba” no Fut’n’Roll

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